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Conflito atual no Oriente Médio é mais grave que a guerra do Iraque, diz premiê da Espanha
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, comentou nesta quarta-feira (25) que a situação de guerra no Oriente Médio é significativamente mais grave e possui um impacto potencial mais amplo do que o conflito no Iraque em 2003.
“Estamos diante de uma situação muito mais séria que a invasão ilegal do Iraque. É um cenário muito mais preocupante, com consequências mais profundas”, declarou o líder socialista ao Parlamento espanhol.
Sánchez manifestou sua oposição veemente à guerra empreendida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, qualificando o conflito como “ilegal”.
Essa posição provocou críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com a Espanha após Madrid recusar o uso de duas bases no sul do país para operações militares americanas contra o Irã.
Durante seu discurso, Sánchez comparou a atual crise com a intervenção dos EUA no Iraque em 2003, período em que tropas espanholas participaram do conflito sob o governo de José María Aznar, alinhado aos interesses americanos, mesmo com forte oposição popular.
Na época, manifestações solicitaram o fim da guerra com o lema “Não à guerra”, frase retomada agora pelo primeiro-ministro para abordar o conflito atual.
“Essa guerra ilegal, absurda e cruel nos distanciou dos nossos objetivos econômicos, sociais e ambientais”, ressaltou o chefe de governo.
“Cada bomba lançada no Oriente Médio impacta diretamente no bolso das famílias. Estamos começando a sentir esses efeitos”, acrescentou.
“Não podemos escolher as crises, mas podemos decidir como enfrentá-las”, disse Sánchez, que recentemente anunciou um pacote de 5 bilhões de euros para minimizar os prejuízos da guerra na Espanha, incluindo uma redução significativa nos impostos sobre energia.
“Não é justo que alguns provoquem conflitos e outros tenham que arcar com as consequências. Nem para os espanhóis nem para os demais europeus é aceitável pagar essa conta absurda”, finalizou.


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