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Economia

Relator de CPI volta a pedir quebra de sigilo de fundo ligado a resort de Toffoli

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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), reapresentou a solicitação para quebra de sigilo do fundo Arleen, que foi utilizado pelo cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, para adquirir participações no resort Tayayá, associado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no Paraná.

Vieira também submeteu um pedido para quebrar o sigilo do fundo Leal, que é o único cotista do fundo Arleen e pertence a Fabiano Zettel. Este fundo está sendo investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em grande escala, envolvendo Zettel e Vorcaro.

Utilizando esses fundos, Zettel tornou-se sócio do resort Tayayá ao investir R$ 20 milhões no empreendimento. Antes disso, familiares de Toffoli figuravam como administradores do resort através da empresa Maridt, da qual o próprio ministro reconhece ser sócio oculto.

Na semana anterior, o ministro do STF, Gilmar Mendes, anulou a autorização da CPI para quebra de sigilo do fundo Arleen, solicitada pelo senador Sérgio Moro (União-PR). Mendes já havia anteriormente revogado a quebra de sigilo da Maridt autorizada pela mesma comissão.

Diante disso, o relator apresentou novos fatos que justificam insistir no pedido, incluindo um pagamento de R$ 25,9 milhões feito pela J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, à empresa que adquiriu as cotas do resort, conforme revelado pelo Estadão.

Simultaneamente, a CPI recorreu da decisão do ministro Gilmar Mendes. A direção da comissão apresentou outro recurso diretamente ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin. O relator e o presidente da CPI, senadores Fabiano Contarato (PT-ES), reuniram-se com Fachin para solicitar que ele revogue a decisão de Mendes e redistribua o processo para outro magistrado.

“O recurso tradicional depende da boa vontade de Gilmar, que sabemos não existir”, afirmou o senador ao Estadão. Conforme ele, Fachin prometeu analisar os pedidos em tempo razoável e levar o caso para julgamento pelo colegiado do Supremo. “Trata-se de um caso criminal sério, uma crise institucional, com ministros do STF descredibilizando a Corte de forma evidente com decisões incompatíveis.”

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