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Pesquisa mostra maior envolvimento de aliados de lula em esquema do banco master
Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na quinta-feira, 26, revelou que 39,5% dos brasileiros acreditam que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão mais relacionados ao esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. Já 28,3% dos entrevistados associam o caso a pessoas próximas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 12,9% atribuem a responsabilidade ao Centrão. Outros 14,6% consideram que todos os grupos políticos estão envolvidos no esquema.
As instituições que lideram a percepção de maior envolvimento são o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Para 71% dos ouvidos, o Congresso está totalmente (45%) ou muito envolvido (26%), e 57% veem a Corte como totalmente (47%) ou muito envolvida (10%) no escândalo. Assim, essas duas instituições são apontadas como os principais focos de responsabilidade.
O governo federal tem 43% das pessoas o considerando totalmente envolvido no caso, e 8% muito envolvido. A opinião sobre o Banco Central indica que 28% acham que ele está totalmente envolvido e 16%, muito envolvido. Também, 25% acreditam que os governos estaduais e municipais participam totalmente do esquema e 18% consideram o envolvimento muito alto.
A pesquisa ouviu 5.028 pessoas entre 18 e 23 de março, usando recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou menos, com um nível de confiança de 95%.
As investigações da Polícia Federal sobre as fraudes financeiras ligadas ao Banco Master apontam que o proprietário da empresa, Daniel Vorcaro, mantinha relações com diversas figuras políticas.
Mensagens do celular de Vorcaro indicaram que ele teve conversas e encontros com importantes políticos, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de contatos com o ex-governador João Doria e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Os ministros do STF também aparecem nas investigações. A Corte foi envolvida no escândalo após revelações de que a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane de Moraes, firmou um contrato milionário com o banco. Conversas entre Vorcaro e Moraes foram trocadas no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.
Outra ligação foi demonstrada por uma empresa em que o ministro Dias Toffoli é sócio, que teria recebido recursos de um fundo vinculado ao banco. Após essa informação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e se declarou suspeito para participar dos julgamentos ligados ao caso.
O presidente Lula declarou que se reuniu com Vorcaro em dezembro de 2024, em um encontro intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Durante essa reunião, o presidente destacou que não haveria qualquer posição política influenciando o processo, que deveria ser uma investigação técnica.
Lula afirmou que esse encontro não estava previsto em sua agenda oficial e que chamou o então indicado ao Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, para acompanhar a conversa com o banqueiro.


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