Economia
Saída para rombo no BRB depende de solução do governo do DF
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou nesta quinta-feira (26) que a administração do BRB está dedicada a encontrar uma forma de cobrir as perdas causadas pelas operações com o Banco Master. Ele destacou que a solução precisa ser apresentada pelo acionista principal da instituição, o governo do Distrito Federal.
Galípolo afirmou que tem acompanhado o esforço da atual gestão para resolver essa situação, que está mais relacionada ao patrimônio do banco do que à liquidez. Assim, a resposta depende de uma ação do controlador da entidade.
Segundo ele, existe uma ideia equivocada de que o Banco Central teria uma margem flexível para negociar, mas as regras são claras e determinadas conforme os acontecimentos.
De acordo com as normas do BC, o BRB tem até 31 de março de 2025 para apresentar um plano concreto que solucione os problemas decorrentes das perdas associadas aos ativos do Banco Master, que substituíram R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito suspeitas de fraude.
O Banco Central estimou uma perda mínima de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Por sua vez, o banco já destinou uma provisão de R$ 8,8 bilhões e prevê a necessidade de um aporte adicional de R$ 6,6 bilhões por parte do controlador.
Caso não apresente uma solução até o prazo, o banco enfrentará sanções do BC. Até o momento, o BRB não entregou o balanço referente ao terceiro trimestre de 2025, atraso que gerou preocupações.
Galípolo expressou confiança de que a diretoria do BRB está empenhada em divulgar o balanço rapidamente, pois a falta dessas informações é vista negativamente pelo mercado. Ele também reconheceu as dificuldades enfrentadas por quem atua no setor público, como a necessidade de aprovações em várias instâncias decisórias.


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