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PSD e oposição planejam contestar judicialmente a eleição para presidente da Alerj
O PSD anunciou que irá recorrer à Justiça contra a eleição prevista para a tarde desta quinta-feira para eleger o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Outras siglas contrárias a Claudio Castro (PL) também pretendem judicializar o processo e orientam os deputados a não participarem da sessão, para não validar o pleito.
A legenda associada ao ex-prefeito Eduardo Paes argumenta que a eleição é ilegítima. O atual presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), marcou a votação para as 14h15, que será aberta e com possibilidade de participação presencial ou remota.
O edital com as normas da eleição deve ser publicado em breve no Diário Oficial. Contudo, já existem questionamentos sobre a convocação, pois o regimento interno exige que o processo se estenda por cinco sessões consecutivas. Para isso, Delaroli terá que marcar sessões extraordinárias durante o dia para cumprir essa regra.
Durante a sessão da manhã, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD) manifestou dúvidas sobre a validade da eleição. O movimento da sigla, ligada ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, demonstra a tensão em torno da sucessão na Alerj e pode gerar uma disputa judicial sobre como o processo está sendo conduzido.
Segundo fontes próximas a Delaroli, há uma maioria já formada em favor do deputado Douglas Ruas (PL) para assumir a presidência da Alerj, com cerca de 40 votos, principalmente de partidos de centro-direita, o que lhe daria uma vantagem significativa.
Essa movimentação vai além da presidência, já que aliados trabalham com a possibilidade de que, uma vez eleito, Ruas possa assumir o governo do estado, dependendo das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à substituição do ex-governador Cláudio Castro (PL), que foi condenado recentemente e renunciou ao cargo.
Dentro desse cenário, está sendo articulado um acordo político para garantir estabilidade institucional. Pelo acordo, Delaroli retornaria ao comando da Assembleia Legislativa caso Ruas assuma o Executivo, com a mudança sendo temporária e sem alterar a atual estrutura de poder.
A Assembleia Legislativa do Rio declarou que aguarda um comunicado oficial do Tribunal Superior Eleitoral para tomar as providências regimentais necessárias.


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