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Professora da Unicamp teria exposto material biológico a terceiros com ajuda de aluna

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Soledad Palameta Miller, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi presa sob suspeita de furto de material biológico armazenado no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia. A investigação indica que ela teria transportado esse material entre diferentes laboratórios da universidade.

De acordo com a Polícia Federal, Soledad contou com o auxílio de terceiros para acessar várias áreas da instituição, manipulando e descartando o material de forma inadequada. A professora recebeu liberdade provisória decretada pela Justiça de São Paulo em 24 de abril.

A defesa da professora optou por não se manifestar publicamente, respeitando o sigilo decretado pela Justiça. A Polícia Federal informou que Soledad manteve sob sua posse amostras biológicas em locais não autorizados, realizando armazenamento irregular, contrariando normas técnicas e institucionais de controle.

Essa conduta expôs a saúde de outras pessoas a riscos iminentes, dado o manuseio incorreto de amostras virais fora dos protocolos de biossegurança exigidos.

As buscas realizadas revelaram o desaparecimento de caixas com amostras virais armazenadas em área de alto risco biológico (NB-3), constatado em 13 de fevereiro. Durante as investigações, as autoridades encontraram parte das amostras no Laboratório de Doenças Tropicais, local onde Soledad teria contado com o apoio de uma aluna para acesso.

Além disso, foram localizadas amostras em outros laboratórios da Unicamp:

  • Laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos da Faculdade de Engenharia de Alimentos;
  • Laboratório de Cultura de Células;
  • Laboratório de Doenças Tropicais, onde Soledad possuía área destinada ao uso e guarda do material.

Funcionários da universidade afirmam que a professora não possuía laboratório próprio, utilizando espaços cedidos por outros docentes.

Soledad Palameta Miller, de 36 anos e natural da Argentina, é doutora em Ciências na área de Fármacos e atuava no Departamento de Ciência de Alimentos e Nutrição da Unicamp. Ela também possui experiência no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde trabalhou em projetos relacionados a vetores virais e terapias contra câncer.

Em nota oficial, a reitoria da Unicamp afirmou que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Foi aberta também uma sindicância interna para apurar os fatos, com o compromisso de preservar os detalhes do caso para não interferir no andamento das apurações.

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