Economia
China quer aumentar parceria comercial com os EUA
A China pretende fortalecer a colaboração econômica com os Estados Unidos, especialmente para prevenir qualquer concorrência injusta, declarou o ministro do Comércio, Wang Wentao, durante um encontro com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Os dois se encontraram na quinta-feira (26), durante uma conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões, pouco menos de dois meses antes da visita planejada do presidente americano, Donald Trump, a Pequim.
As maiores economias do mundo enfrentaram em 2025 uma intensa guerra comercial que impactou globalmente, antes de alcançarem uma trégua em outubro e promoverem novas negociações de alto nível em março em Paris, o que ajudou a reduzir as tensões.
Wang expressou a disposição da China em reforçar a cooperação econômica e comercial multilateral e regional com os Estados Unidos, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Comércio chinês.
Ele enfatizou que as duas potências devem gerenciar adequadamente a relação entre concorrência e cooperação, evitar práticas desleais e fomentar o desenvolvimento saudável, estável e sustentável dos laços econômicos.
Muitos desafios ainda afetam as relações econômicas entre os países, incluindo tarifas americanas, a balança comercial favorável à China e as limitações impostas pelos EUA às exportações de tecnologias avançadas para a China.
Wang também manifestou séria preocupação com as investigações comerciais iniciadas pelos EUA para avaliar possíveis novas tarifas. Essas investigações, justificadas como medidas para combater trabalho forçado e excesso de oferta, têm como alvo a China e outros países.
O governo dos EUA anunciou que a visita do presidente Trump a Pequim está marcada para os dias 14 e 15 de maio. A viagem estava originalmente agendada para o final de março ou início de abril.


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