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Economia

Moradores de Chicago rejeitam entregas feitas por robôs nas calçadas

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Acredite: moradores de Chicago estão se mobilizando contra o uso de robôs para entregas nas calçadas e conseguiram impedir a expansão desse serviço em partes dos bairros Wicker Park e Logan Square. A oposição aumentou após a divulgação de vídeos mostrando falhas dos robôs e resultou em abaixo-assinados, reuniões públicas e pressão sobre as autoridades locais.

Um levantamento feito pelo gabinete do vereador Daniel La Spata revelou uma forte rejeição à ampliação do programa: entre quase 500 moradores que participaram de uma consulta online, mais de 83% disseram “discordar fortemente” da presença dos robôs em todo o 1º Distrito. “Isso não me parece uma possibilidade”, afirmou o parlamentar, indicando que não há apoio para expandir as operações neste momento.

A resistência também cresce fora do poder público. Um abaixo-assinado liderado pelo morador Josh Robertson já somou mais de 3.600 assinaturas, com participantes de várias regiões da cidade. O movimento pede a suspensão do programa até que sejam divulgados estudos sobre segurança e acessibilidade, além da realização de audiências públicas e estabelecimento de regras claras.

Na petição, moradores relatam colisões, bloqueio de calçadas e dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida, além de preocupações sobre vigilância e interferência em emergências. O tema chamou atenção de veículos como Chicago Tribune, Fast Company e The Economist, ampliando o debate sobre o uso da tecnologia em espaços públicos.

Atualmente, duas empresas operam os robôs de entrega na cidade: a Coco Robotics, que começou em 2024, e a Serve Robotics, presente desde setembro. O serviço faz parte de um programa piloto aprovado em 2022 durante a gestão da então prefeita Lori Lightfoot e é supervisionado por órgãos municipais.

As empresas defendem que os robôs são uma opção mais sustentável e eficiente para entregas curtas. Segundo Yariel Diaz, diretora de assuntos governamentais da Serve, a tecnologia atende distâncias de até cerca de 2,5 quilômetros frequentemente rejeitadas por entregadores humanos. “É uma opção para o consumidor. Não é obrigatório”, declarou.

Os representantes informam que os robôs são monitorados remotamente e têm velocidade limitada a cerca de 8 km/h. Ainda assim, moradores relatam casos de risco. Um episódio citado pela imprensa local envolveu um homem que precisou de pontos após colidir com parte de um robô, segundo a CBS Chicago.

Devido à repercussão, a prefeitura passou a permitir o registro de ocorrências relacionadas aos robôs pelo sistema 311. O programa piloto segue ativo, mas não poderá se estender além de maio de 2027 sem nova aprovação do Conselho Municipal. Com a resistência crescente, a aprovação futura é incerta.

Enquanto a discussão avança nas ruas de Chicago, essa realidade ainda parece distante para muitos brasileiros, como se tivesse saído de um futuro que antes parecia ficção, mas que agora faz parte da vida urbana. Será que os desenhos como “Os Jetsons” estavam realmente errados?

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