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Patrimônio de Sicário cresce de R$ 1,2 milhão para R$ 8,4 milhões em quatro anos

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A declaração do Imposto de Renda (IR) de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como um dos colaboradores do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, mostra um aumento significativo no patrimônio entre 2021 e 2024: o valor declarado passou de R$ 1,2 milhão para R$ 8,4 milhões nesse intervalo.

Entre os bens declarados, destaca-se uma coleção de relógios de luxo avaliada em cerca de R$ 5,8 milhões, incluindo marcas como Rolex, Patek Philippe, Richard Mille e Audemars Piguet.

Essas informações foram obtidas por meio de um documento em análise pela Polícia Federal e pela CPI do Crime Organizado do Senado.

Mourão foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, suspeito de liderar um grupo que reunia informações sobre adversários de Vorcaro e pessoas que contrariavam os interesses do Banco Master. A Polícia Federal aponta indícios fortes de que Sicário recebia aproximadamente 1 milhão de reais por mês de Vorcaro. O banqueiro não comentou o caso.

Mourão faleceu após tentar suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. Sua defesa não se pronunciou sobre as suspeitas, alegando falta de acesso aos autos do inquérito.

Na declaração de IR entregue em 2025, constam cinco relógios Rolex com valores entre R$ 91 mil e R$ 306 mil; dois Patek Philippe avaliados em R$ 800 mil e R$ 900 mil; e três relojoeiros Richard Mille estimados entre R$ 800 mil e R$ 2 milhões. Também foi declarado um Audemars Piguet avaliado em R$ 450 mil, que posteriormente foi vendido.

Em 2024, Mourão indicou possuir R$ 180 mil em espécie, US$ 174 mil em moeda estrangeira e cotas no valor de 1 milhão de reais na empresa King Motors Locação de Veículos e Participações, fundada em 2020 e localizada em Belo Horizonte.

No dia 4 de março, agentes da Polícia Federal recolheram relógios, dinheiro, veículos e uma pistola durante mandados de busca e apreensão. Esses itens permanecem sob custódia judicial.

A investigação revela que Mourão estava à frente de um grupo informal chamado “A Turma”, utilizado para vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas envolvidas nas investigações ou críticas ao grupo.

Conforme a Polícia Federal, Mourão acessava sistemas restritos de órgãos públicos usando credenciais de terceiros, consultando bases de dados de instituições de segurança e investigação. Houve acessos não autorizados a sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e a bases internacionais.

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