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Conflito em Sweida pode ser crime de guerra

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A violência que atingiu Sweida, uma região drusa no sul da Síria, em julho de 2025, resultou em mais de 1.700 mortes e pode configurar crimes de guerra e crimes contra a humanidade, segundo especialistas da ONU nesta sexta-feira.

“As atrocidades cometidas pelas forças governamentais e pelos grupos armados drusos podem ser classificadas como crimes de guerra”, declarou Fionnuala Ni Aolain, integrante da Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria, em nota oficial.

Sweida, predominantemente habitada por drusos — um grupo xiita do islamismo —, foi cenário de confrontos em julho de 2025 entre estas minorias e beduínos sunitas. A situação se agravou com a participação das forças governamentais e combatentes tribais aliados dos beduínos.

O relatório da Comissão de Inquérito da ONU registrou “execuções, tortura, violência sexual e incêndios deliberados, crimes em grande escala” nesse período.

A comissão, que examina violações do direito internacional na guerra civil síria desde 2011, identificou “três episódios simultâneos de violência” em Sweida entre os dias 14 e 19 de julho, resultando em mais de 1.700 fatalities e quase 200.000 deslocados.

As forças governamentais, junto a combatentes tribais, praticaram “violações massivas dos direitos humanos e do direito humanitário internacional contra civis drusos”, incluindo “execuções, tortura, detenções ilegais e saques”, segundo mais de 400 testemunhos colhidos pela comissão.

O documento alerta que a província segue dividida e que quase todas as 200.000 pessoas deslocadas não retornaram às suas residências.

Paulo Pinheiro, presidente da comissão, ressaltou a necessidade de intensificar esforços para responsabilizar todos os envolvidos, independentemente de sua origem ou posição, restaurando a confiança das comunidades afetadas.

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