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Bolsonaro inicia prisão domiciliar com tornozeleira após alta hospitalar
O ex-presidente Jair Bolsonaro retornou para sua residência por volta das 10h20 desta sexta-feira (27), depois de receber alta do hospital onde esteve internado por duas semanas. Ele já estava utilizando o colete e a tornozeleira eletrônica, esta última instalada enquanto ainda estava internado.
Após tratamento para broncopneumonia no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro deu início ao cumprimento da prisão domiciliar, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A saída do hospital até sua casa foi conduzida com forte esquema de segurança, contando com batedores da Polícia Militar do Distrito Federal para liberar o caminho e bloquear cruzamentos, além de um comboio fechado com o veículo que transportava Bolsonaro escoltado por carros de segurança. A custódia direta ficará sob responsabilidade da Polícia Penal do Distrito Federal. Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegaram em veículos separados.
A operação foi planejada para controlar o trânsito em pontos estratégicos, com interdições temporárias e restrição ao acesso de terceiros, evitando aglomerações e prevenindo que o transporte seja usado como ato político.
O médico Brasil Ramos Caiado, da equipe do ex-presidente, relatou que a recuperação nos últimos dois dias foi estável, sem complicações.
“Bolsonaro recebeu alta hospitalar conforme prevíamos há dois dias. A recuperação ocorreu conforme esperado: tranquila e sem intercorrências. A medicação foi adaptada para via oral para continuidade do tratamento em casa”, afirmou o médico.
Bolsonaro deixou o hospital acompanhado da ex-primeira-dama. Segundo o médico, ele está mais disposto a cooperar com as recomendações para sua saúde.
“Observamos melhora um pouco maior que a média em relação aos soluços com alimentos, informação que será repassada à equipe de nutrição”, acrescentou Ramos Caiado.
O ex-presidente planeja uma cirurgia para corrigir uma lesão no ombro prevista para o final de abril.
“Nos últimos dias focamos no problema do ombro. A previsão é realizar a cirurgia em quatro semanas, conforme protocolo pós-alta da pneumonia. Estimo que no final de abril ele passe pelo procedimento cirúrgico de artroscopia no ombro direito”, explicou o médico.
Um boletim médico divulgado recentemente indicou que Bolsonaro teve evolução clínica favorável, sem sinais indicativos de infecção aguda, e respondeu bem ao tratamento com antibióticos.
Ao permitir a prisão domiciliar por no mínimo 90 dias, o ministro Alexandre de Moraes definiu várias restrições visando garantir um ambiente controlado para a recuperação do ex-presidente. Segundo a decisão, a suspensão das visitas pretende prevenir riscos de infecções e evitar que a situação evolua para quadros mais críticos, como a sepse.


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