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Israel prepara ampliação dos ataques ao Irã
Israel anunciou que pretende intensificar e ampliar seus ataques contra o Irã nesta sexta-feira, 27, mesmo com declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que as negociações para encerrar o conflito estavam evoluindo positivamente, dando mais tempo para o Irã agir no Estreito de Ormuz. Entretanto, o Irã não mostrou sinais de recuar.
Com o mercado de ações em queda e as consequências econômicas da guerra afetando muito além do Oriente Médio, Trump enfrenta pressão para impedir o controle iraniano sobre essa via navegável estratégica, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo dos EUA, que incluía a retirada do controle do estreito, e aumentou o envio de tropas para a área, preparando-se possivelmente para retomar o domínio da hidrovia.
Trump avisou que, se o Irã não liberar o estreito até 6 de abril, ele ordenará ataques às usinas de energia iranianas. Embora tenha comentado que as negociações estão indo “muito bem”, o Irã mantém sua posição de não estar em negociações.
Foco dos ataques israelenses
Sirenes de alerta soaram em Israel, com mísseis iranianos sendo interceptados diariamente. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o Irã pagará um preço cada vez maior pelos ataques, que continuarão a se expandir para locais ligados à produção e operação de armas contra Israel.
Os ataques recentes tiveram como alvo a capital Teerã, atingindo instalações produtivas de mísseis balísticos e depósitos na zona oeste do Irã. Fumaça foi vista em Beirute após um ataque, resultando em duas mortes reportadas pelo Ministério da Saúde do Líbano.
Resposta iraniana e danos na região
O Irã lançou mísseis e drones contra países árabes do Golfo, com a Arábia Saudita abatendo vários deles, visando especialmente Riade. Portos no Kuwait sofreram danos significativos, incluindo um projeto em construção ligado à China, que continua comprando petróleo iraniano.
Os mercados financeiros americanos abriram em queda, interrompendo uma sequência de oscilações, enquanto o preço do petróleo Brent subiu para US$ 107 por barril, um aumento de mais de 45% desde o início dos ataques.
Pressão diplomática e reforços militares
Washington tenta uma solução diplomática, entregando ao Irã uma lista de ações para cessar-fogo, incluindo limitações ao programa nuclear e reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã negou essa proposta e apresentou a sua própria, que inclui compensações e reconhecimento de sua soberania sobre o estreito.
Enquanto isso, tropas americanas, incluindo fuzileiros navais e paraquedistas, estão sendo deslocadas para a região, e o Conselho de Segurança da ONU planeja uma reunião fechada para discutir a situação, atendendo requerimento da Rússia e presidida pelos EUA.
O secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados, Jan Egeland, alertou para os graves danos em infraestrutura civil no Irã causados pela guerra, com milhares de edifícios atingidos e um potencial desastre humanitário se o conflito persistir.
Israel reforçou suas tropas no sul do Líbano para proteger cidades na fronteira contra ataques do Hezbollah e para combater o grupo militante.
Vítimas e impactos humanos
O número de mortos aumenta principalmente no Irã e no Líbano, com 18 mortos em Israel e quatro soldados israelenses mortos no Líbano. Mais de 1.100 mortes foram confirmadas no Líbano e cerca de 1.900 no Irã. Além disso, 13 soldados americanos perderam a vida, junto com várias vítimas em outros países do conflito.
O Iraque também sofreu com a escalada, com cerca de 80 membros das forças de segurança mortos em combates envolvendo grupos paramilitares alinhados ao Irã.


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