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Preço da gasolina e diesel sobe novamente nos postos, diz ANP

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Os valores dos combustíveis nos postos aumentaram pela quarta semana consecutiva, conforme o levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse crescimento ocorre em meio a uma operação do governo para monitorar os preços praticados nas bombas.

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,65 para R$ 6,78 por litro nesta semana, marcando a quarta alta seguida, o que representa um aumento de 1,96%. O diesel também teve alta de 2,62%, passando de R$ 7,26 para R$ 7,45 por litro pela quarta semana consecutiva. Esse aumento está ligado à intensificação do conflito no Irã, que elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril.

Nesta sexta-feira (26), a Polícia Federal (PF) iniciou a “Operação Vem Diesel”, focada na fiscalização de postos de combustíveis em onze estados e no Distrito Federal. A operação investiga possíveis crimes contra a ordem tributária, econômica e de consumo.

As fiscalizações, realizadas pela PF, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ANP e Procons estaduais, abrangem, além do Distrito Federal, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraíba, Ceará, Tocantins e Goiás.

Nos últimos dias, o desabastecimento de diesel piorou em várias regiões do país. Importadores e donos de postos relatam dificuldades para trazer combustíveis do exterior devido à alta demanda internacional, agravada pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

Especialistas explicam que, com a alta do petróleo no mercado internacional, os importadores estão reduzindo as compras de combustíveis fora do país, temendo prejuízos devido aos preços mais baixos praticados pela Petrobras no Brasil. Atualmente, segundo a Abicom, a Petrobras comercializa o diesel com preço 73% inferior ao do mercado internacional, uma diferença de R$ 2,62 por litro. Para a gasolina, o valor também está defasado em 53%, o que equivale a R$ 1,33 a menos que no exterior.

Fontes do setor já indicavam, desde o início da semana, uma queda significativa nos pedidos de importação para abril. O volume habitual de 1,5 milhão de metros cúbicos (1,5 bilhão de litros) caiu para cerca de 400 mil metros cúbicos (400 milhões de litros) para entrega no mês.

Em resposta, a estatal anunciou ontem um aumento na oferta de combustíveis em abril. O volume adicional será de 70 mil metros cúbicos (70 milhões de litros) de diesel S10, correspondente a 2% da média mensal, e 95 mil metros cúbicos (95 milhões de litros) de gasolina, representando 5% do total entregue mensalmente. No entanto, especialistas consideram esses valores baixos.

Na semana passada, a ANP implementou várias medidas para reforçar o monitoramento dos estoques e importações, visando evitar problemas futuros no abastecimento. Entre as ações, o órgão exige que a estatal informe detalhadamente sobre importações previstas, produtos, preços de compra e venda, locais de entrega, datas de chegada dos navios e nomes das embarcações, aumentando a transparência do setor.

Hoje, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários de finanças estaduais e é presidido pelo Ministério da Fazenda, estão sendo discutidas medidas para conter a alta do diesel. O governo já zerou o PIS/Cofins do diesel, que corresponde a 12% do preço final, entretanto, essa medida não teve impacto nos preços nas bombas, pois a Petrobras elevou o valor do diesel para as distribuidoras.

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