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ONU alerta sobre 10 mil colombianos envolvidos como mercenários em conflitos globais

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A ONU informou que aproximadamente 10 mil colombianos foram recrutados para atuar em conflitos armados ao redor do mundo, seja como mercenários, voluntários ou contratados para serviços de segurança, frequentemente sob condições precárias e desumanas.

Nos últimos anos, houve um aumento significativo do recrutamento de colombianos em países que enfrentam guerras ou conflitos, incluindo Ucrânia, Sudão, Iêmen e República Democrática do Congo.

A pedido do presidente Gustavo Petro, uma equipe de especialistas da ONU realizou uma missão na Colômbia para investigar esse fenômeno que cresce por vários motivos, tais como ofertas salariais atrativas, situação econômica vulnerável de militares e policiais aposentados, e recrutamento por redes sociais.

Michelle Small, presidente-relatora do grupo de trabalho sobre o uso de mercenários, explicou que nos últimos 11 anos a demanda global por colombianos para funções militares e de segurança tem aumentado.

A missão identificou redes de recrutamento funcionando em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Telegram. Michelle Small destacou que algumas vagas oferecidas são falsas ou as condições de trabalho mudam após a contratação.

Alguns contratos são legítimos, como no caso dos colombianos que atuam na Ucrânia sob supervisão do Ministério da Defesa, destacou Joanna de Deus Pereira, integrante da missão da ONU.

Michelle Small ainda ressaltou que alguns colombianos tentam retornar ao país, mas têm seus documentos, como passaportes, confiscados pelos empregadores.

Os recrutados são enviados para situações de luta perigosas, com comunicação limitada e enfrentam condições degradantes. Seus familiares frequentemente têm dificuldade em obter informações sobre seu paradeiro e situação.

O relatório também indica que mercenários incluem ex-combatentes de guerrilhas e grupos extremistas de direita que, ao buscar reinserção à vida civil e enfrentar dificuldades para encontrar emprego, acabam buscando trabalho no exterior, seja em atividades legais ou ilegais relacionadas ao mercenarismo, explicou Michelle Small.

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