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Fundação Roberto Marinho e MTE firmam parceria para ampliar curso SEJA

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A Fundação Roberto Marinho e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciaram, nesta sexta-feira (27), uma parceria para expandir o alcance do curso SEJA em todo o Brasil. O programa oferece suporte gratuito para jovens e adultos na preparação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), exame promovido pelo Inep que possibilita a obtenção do certificado de ensino fundamental ou médio por quem não concluiu a escolaridade na idade habitual.

O curso online, oferecido pela Fundação, é destinado a jovens, adultos e idosos interessados em completar a educação básica. A cerimônia de assinatura da parceria aconteceu no auditório da Editora Globo, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Transmitido ao vivo pelos canais oficiais, o evento revelou informações sobre o perfil e o desempenho dos estudantes do SEJA. Em 2025, mais de 30 mil pessoas se inscreveram no curso. Dos participantes que fizeram o exame, 67% conseguiram concluir a etapa de ensino e obter a certificação, indicando um engajamento efetivo e bons resultados.

Segundo dados do IBGE, mais de 48 milhões de brasileiros não finalizaram a educação básica e não estão matriculados em escolas. A cooperação tem como objetivo enfrentar esse desafio ao unificar políticas de educação e trabalho, facilitando o acesso à qualificação e certificação escolar, especialmente para grupos vulneráveis.

O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, ressaltou que expandir o programa requer parceria com grandes instituições públicas que possam levar soluções comprovadas a um público maior. Ele enfatizou que a Fundação sempre desenvolve projetos escaláveis para enfrentar problemas estruturais do país e que a colaboração com o Ministério do Trabalho possibilita alcançar milhões de pessoas de forma gratuita e inclusiva.

— Precisamos garantir que soluções que já mostraram sucesso alcancem a todos, principalmente por meio de canais públicos presentes no cotidiano das pessoas — disse João Alegria.

Ele também destacou a importância mais ampla da educação, que vai além da certificação formal, afirmando que investir nessa área traz retorno social significativo.

— Ter acesso à educação básica não significa apenas aprender Português e Matemática, mas impacta saúde, emprego, cidadania e diversas áreas da vida. É um investimento que traz benefícios muito maiores que seu custo inicial — declarou.

Com o acordo, o Ministério do Trabalho vai apoiar a expansão do SEJA usando ferramentas como a Carteira de Trabalho Digital e a rede do Sistema Nacional de Emprego (Sine), aumentando o número de alunos simultâneos em todo o país.

Luiz Marinho afirmou que a ação abre caminhos para a população e reforça o papel transformador da educação. Ele destacou que políticas públicas e parcerias com instituições são essenciais para ampliar o acesso.

— Sonhar é fundamental e possível. Hoje, existem muitos instrumentos para que as pessoas alcancem o conhecimento e as oportunidades criadas pelo governo e sociedade — afirmou o ministro.

O ministro também salientou o papel da educação na diminuição das desigualdades e na inclusão no mercado de trabalho, especialmente para grupos vulneráveis.

— É mais econômico investir em educação e dar chances aos jovens do que arcar depois com os custos sociais da exclusão. Precisamos abrir mais portas para o conhecimento — completou Luiz Marinho.

Além do SEJA, o Ministério mantém colaborações com outras iniciativas da Fundação Roberto Marinho voltadas à inclusão produtiva, como os projetos co.liga e Aprendiz Legal, focados na formação e inserção de jovens no mercado.

O SEJA foi criado para oferecer uma alternativa acessível para retomar os estudos, com conteúdos organizados por áreas do conhecimento, atividades orientadas e acompanhamento de professores durante o curso. O programa se destaca como uma importante porta de entrada para quem deseja concluir o ensino básico e melhorar suas perspectivas.

Educação para combater a informalidade

Segundo Luiz Marinho, ampliar o SEJA faz parte de um esforço maior para reorganizar o acesso ao conhecimento e às oportunidades no país. Ele relacionou o programa à necessidade de qualificar o debate público e fortalecer canais institucionais de informação, afirmando que políticas como essa ajudam a combater desinformação ao oferecer caminhos claros para formação e certificação.

Para o ministro, garantir educação básica é uma resposta fundamental para as distorções do mercado de trabalho, sobretudo em situações de informalidade e baixos salários.

Ele acrescentou que as políticas públicas devem incentivar trajetórias que ampliem direitos e perspectivas reais de crescimento social. Nesse sentido, a parceria com a Fundação Roberto Marinho é vista como estratégica para conectar educação e empregabilidade de forma eficaz.

— Essa parceria tem um grande potencial para melhorar a comunicação com a população. Hoje vivemos um ambiente com muita informação desconexa e narrativas falsas, e é nossa responsabilidade valorizar instituições sérias e o acesso ao conhecimento. Elevar a cultura e a educação é a solução para quem enfrenta dificuldades — concluiu.

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