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Senadora promete desculpas ao relator se acusação de estupro for falsa
Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) declarou que fará um pedido público de desculpas ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) caso um exame de DNA refute a acusação de estupro feita contra ele. Em uma publicação nas redes sociais neste sábado, 28, ela afirmou que existem indícios para abertura de notícia-crime, já protocolada na Polícia Federal (PF), e defendeu que o caso seja devidamente investigado.
O posicionamento foi dado após Gaspar ser acusado de estupro e tentativa de suborno por Soraya e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, na sexta-feira, 27. Gaspar nega as acusações, alegando que o episódio envolve seu primo, que manteve relação com uma mulher de 21 anos quando ele ainda era menor de idade. Já Soraya e Lindbergh mantêm as acusações e defendem que o exame de DNA pode esclarecer os fatos.
Soraya ressaltou que não teve intenção de caluniar o deputado, e que buscou evitar prevaricação, ou seja, a omissão do fato para proteger o suspeito. Ela afirmou que a situação pode ser resolvida facilmente se Gaspar concordar em fazer o exame; caso ele não seja o pai biológico, ela pedirá desculpas publicamente.
As acusações surgiram durante a leitura do relatório final da CPI pelo relator Gaspar. Houve um tumulto, com troca de insultos entre os deputados, o que causou a interrupção da sessão para que Gaspar se defendesse. Após isso, Lindbergh e Soraya protocolaram um pedido de investigação à PF contra Gaspar.
Os acusadores afirmam que há oito anos Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos, que hoje tem 21 e cuja criança gerada teria 8 anos. Alegam que a avó da criança foi registrada como mãe para encobrir o caso e que há conversas e informações indicando uma tentativa de suborno para garantir silêncio da vítima, com pagamentos que totalizariam R$ 470 mil.
Eles pedem à PF a preservação das provas, proteção à vítima e testemunhas, e uma investigação detalhada sobre os pagamentos e os possíveis crimes envolvidos.
Gaspar, por sua vez, afirma que o caso é referente ao seu primo, que teve relação com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando era menor, e que a paternidade foi confirmada em exame de DNA datado de 2014. A equipe do deputado pretende registrar queixa contra Lindbergh e Soraya na PF e na Comissão de Ética da Câmara.


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