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Compra de ovos de Páscoa mantém tradição apesar do aumento dos preços

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Os consumidores perceberam que o chocolate está mais caro e as embalagens menores, mesmo quando o preço do ovo de Páscoa permanece igual ao do ano passado. No entanto, os moradores do Distrito Federal não querem abrir mão da tradição este ano. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), o preço dos ovos de Páscoa subiu 24,9% nos últimos 12 meses. Para atrair os 76,5% da população que pretende comprar, os comerciantes apostam em promoções e kits variados.

Ainda de acordo com a Fecomércio-DF, apesar da alta das taxas de juros e do endividamento exigir cuidado nas compras, os lojistas estão otimistas, com estoques reforçados para os dias que antecedem o feriado.

José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF, destacou que a expectativa para esta semana que antecede a Páscoa é positiva, embora ainda não se saiba se as vendas superarão as do ano passado. Ele ressaltou que 76,5% dos consumidores brasilienses pretendem presentear na Páscoa deste ano, índice maior que os 72,2% de 2025.

Ele também mencionou que o preço do chocolate subiu 24,9% desde a última Páscoa, levando 77,5% dos estabelecimentos a reajustar preços. Mesmo assim, os comerciantes buscam equilibrar o impacto com promoções e opções mais acessíveis para manter o consumo.

José Aparecido destacou a confiança dos empresários, evidenciada no reforço de estoques e em estratégias promocionais para atrair consumidores, como kits diferenciados e divulgação ativa. Ele acredita que os dias antes da Páscoa terão um bom desempenho nas vendas.

Estratégias e expectativas do setor

Rosana Venâncio, proprietária da Kopenhagen, disse que este ano as compras foram mais lentas, possivelmente por causa do calendário, já que a Páscoa será no início de abril e muitos estão esperando o pagamento para comprar. Ela espera um aumento no movimento na última semana, pois os brasileiros costumam deixar para a última hora.

Rosana apontou que sua marca, que é brasileira e de luxo, mantém a estabilidade graças à fidelidade dos clientes que valorizam a qualidade do chocolate, mesmo com o impacto do preço do cacau.

Aline Ferreira Barros, atendente da Lugano, contou que o movimento na loja aumentou nos últimos dias, mostrando que as compras estão sendo deixadas para o fim. A marca adotou uma estratégia agressiva de descontos, reduzindo a margem em 15% para oferecer produtos de qualidade a preços competitivos.

Aline espera que a procura pelos chocolates continue alta até a Semana Santa. Ela também comentou que as promoções atraem consumidores para a cafeteria da loja, criando uma experiência completa.

Produtos artesanais

Raphael Pacheco Filho, coordenador de marketing da rede Pão Dourado, afirmou que a marca apostou em produtos artesanais com sabores variados e preços competitivos, apesar da alta do cacau. Ele acredita que o diferencial é oferecer opções caseiras com valores acessíveis.

Os ovos trufados custam a partir de R$ 78,90 e lembranças a partir de R$ 39,90. A rede espera crescer 10% nas vendas em relação ao ano passado, principalmente com a diversidade de opções para presentes.

Ele destacou que a maior parte das vendas acontece na Semana Santa e que a expectativa para a próxima semana é de aumento das vendas de ovos maiores e lembranças.

Para atender a demanda, os comércios estão diversificando o estoque e promovendo atrações para famílias, como a tradicional “caça aos ovos” no Conjunto Nacional, que ajuda a aumentar a permanência e o consumo no local.

A Chocolateria Brasil Cacau, no Pátio Brasil, observa crescimento nas vendas para esta semana, mesmo com os reajustes. Vanei Neres, franqueada da loja, disse que a estratégia foi absorver parte do custo para manter os produtos acessíveis e oferecer promoções progressivas, como desconto na segunda unidade, incentivando o aumento das compras.

Ela reforçou o estoque e equipe, mantendo a esperança de um bom desempenho nos dias que antecedem a Páscoa, pois muitos clientes deixam para a última hora.

Os consumidores estão de olho

Raimundo Pacífico Fortaleza, dentista e empresário, comentou que faz compras de Páscoa todos os anos para a equipe da sua clínica e que percebeu uma redução na quantidade de chocolate, apesar de o preço parecer o mesmo. Ele acredita que isso se deve à inflação e à oferta e demanda, mas a tradição faz com que as pessoas comprem mesmo com o preço alto.

Ele também percebe que muitas pessoas estão fazendo seus próprios ovos de chocolate em casa, mas ainda valorizam a compra como um símbolo, investindo em produtos de qualidade para presentear os funcionários e afilhados.

Paloma Oliveira Esteves, contadora, sempre pesquisa preços antes de comprar para o filho, pois percebe ovos menores ou preços maiores em comparação ao ano passado. Ela valoriza o aspecto emocional da compra para as crianças, mesmo sem precisar comprar para si mesma, e mantém a tradição de garantir o ovo de Páscoa para o filho.

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