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Filipe Martins solicita permissão ao STF para visitas de Moro e outros parlamentares

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Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência da República, requisitou ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para receber visita de 16 parlamentares da oposição.

O pedido foi oficializado pelos advogados Jeffrey Chiquini da Costa e Ricardo Scheiffer Fernandes em 26 de março de 2026 e enviado ao STF nesta segunda-feira (30).

O documento solicita um encontro presencial com o senador Sérgio Moro (PL-PR), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE). A lista também inclui os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS), Gustavo Gayer (PL-GO), Nikolas Ferreira (PL-MG), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Carlos Jordy (PL-RJ), Filipe Barros (PL-PR), Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC), Evair de Melo (PP-ES), Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e André Fernandes (PL-CE).

Segundo a defesa, a intenção é permitir um “diálogo direto e reservado” entre o acusado e os parlamentares, em data a ser definida.

No mesmo dia, o ministro autorizou as primeiras visitas a Martins: o deputado estadual Gil Diniz (PL) e o vereador Giuseppe Chiappetta (União Brasil), de São Gabriel (RS), poderão visitá-lo em 4 de abril; o deputado estadual Ricardo Arruda (PL-PR), em 5 de abril.

Detenção desde janeiro

Filipe Martins está detido na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR) desde 2 de janeiro de 2026, quando Moraes decretou sua prisão preventiva. A decisão foi motivada por um e-mail enviado ao gabinete do ministro por Ricardo Wagner Roquetti, coronel reformado da Aeronáutica, relatando que o perfil do réu no LinkedIn foi acessado por uma conta identificada como a dele.

Martins estava proibido de utilizar redes sociais como medida cautelar. Ao ordenar a prisão, Moraes concluiu que essa conduta evidenciava “desrespeito às medidas impostas e ao próprio sistema jurídico.”

A defesa alegou que o último acesso registrado ocorreu em 13 de setembro de 2024, a partir de um endereço IP nos Estados Unidos, o que seria compatível com a atuação de um advogado constituído que estava no exterior na época.

Os advogados apresentaram o histórico de acessos da conta para fundamentar o pedido de reconsideração. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a argumentação e afirmou que a documentação não afasta o registro de acesso ocorrido em 28 de dezembro de 2025.

Moraes manteve a prisão em 26 de fevereiro, acompanhando o posicionamento da PGR, que considerou que a conduta atribuída ao réu demonstra a ineficácia de medidas cautelares alternativas.

Em 16 de dezembro de 2025, Martins foi condenado pela 1.ª Turma do STF a 21 anos de reclusão por participação em tentativa de golpe de Estado.

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