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Economia

Ibovespa sobe com esperança de fim da guerra, mas pode fechar março em baixa

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O Ibovespa abriu a sessão desta terça-feira, 31, em alta, atingindo rapidamente a casa dos 186 mil pontos, partindo da mínima de abertura em 182.515,40 pontos. O desempenho positivo acompanha o movimento das bolsas dos Estados Unidos e Europa. O principal fator que impulsiona o índice da B3, que conta com alta generalizada entre as 83 ações da carteira teórica, é a expectativa de que a guerra no Oriente Médio termine, apesar da continuidade dos ataques.

Ao mesmo tempo, investidores analisam os dados de emprego tanto do Brasil (Caged) quanto dos EUA (Jolts), além do resultado primário do setor público referente a fevereiro.

De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, há a expectativa de que os países envolvidos no conflito — Estados Unidos, Israel e Irã — consigam um acordo para aliviar a tensão global, ao menos por enquanto. “Estamos dentro da janela de quatro a seis semanas projetada pelo presidente americano. Qualquer notícia contrária a uma negociação ameaça prolongar a guerra”, explica.

Apesar da valorização do Ibovespa nesta manhã, o índice caminha para fechar março em queda.

Por volta das 11h11, o índice apresentava uma queda de 1,32% no mês, embora acumulasse alta de quase 16% no primeiro trimestre. O volume financeiro deve aumentar. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, fechando em 182.514,20 pontos.

Existem relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, considera encerrar a operação militar contra o Irã, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda amplamente fechado. Nesse cenário, o preço do petróleo tende à estabilização. Após uma alta inicial, o petróleo tipo Brent caía 0,50% no momento citado, mas ainda permanecia acima dos US$ 100, perto dos US$ 107 por barril.

Porém, o cenário permanece incerto. O próprio Trump divulgou um vídeo que aparenta mostrar um ataque de grande escala em Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia do conflito no Oriente Médio.

Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, comenta: “Desde o começo da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. Correções ou altas não são contidas pois a incerteza é grande. O mercado segue influenciado pelo fluxo estrangeiro”.

Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro na B3 em 2026 já somava R$ 50,581 bilhões, podendo ser o melhor resultado desde 2022. Esse movimento reflete principalmente os preços atrativos de algumas ações brasileiras em comparação com os papéis dos EUA e da média dos mercados emergentes. Outro ponto favorável é o afrouxamento da política monetária iniciado pelo Banco Central brasileiro em março.

Além disso, o mercado aguarda os dados do Caged, que serão divulgados à tarde e podem influenciar as expectativas para a taxa Selic. Também estão programados para hoje a reunião ministerial e dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

No campo corporativo, a Vale anunciou que o fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode alcançar até US$ 1,9 bilhão em 2026. Na bolsa de Dalian, o minério de ferro fechou em queda de 0,80%, cotado a US$ 116,88 por tonelada.

Às 11h25, o Ibovespa registrava alta de 1,80%, alcançando 185.805,49 pontos, tendo atingido máxima de 2,16% aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima de 182.515,40 pontos. O dólar à vista caía 0,74%, cotado a R$ 5,2095, afetando os juros futuros.

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