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Flávio Roscoe se filia ao PL para disputar governo de MG
Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), oficializa sua filiação ao PL nesta terça-feira, se preparando para a possível candidatura ao governo do estado.
Essa decisão ocorre em meio à indefinição do partido e à disputa da direita entre o governador atual Mateus Simões, sucessor de Romeu Zema (Novo), e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
A cerimônia de filiação será realizada às 16h na sede do PL em Brasília, com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Domingos Sávio (PL-MG).
Até o momento, o PL não confirmou qual cargo Roscoe irá disputar, já que o assunto ainda está em debate interno.
Ele tem manifestado publicamente a intenção de concorrer ao governo de Minas, especialmente depois de seu nome ter sido mencionado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República.
O nome de Roscoe ganhou força dentro do partido após Nikolas Ferreira sinalizar que disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Com uma longa experiência no setor têxtil, Roscoe está no segundo mandato à frente da Fiemg desde 2018.
Embora não tenha trajetória eleitoral, ele se destacou como representante do setor produtivo durante o governo de Romeu Zema, defendendo ajustes fiscais e melhorias para o ambiente de negócios.
Além de presidir a Fiemg, Roscoe deixará o cargo de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde também é presidente do Conselho de Infraestrutura.
Antes disso, comandou o Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas de Minas Gerais (Sindimalhas) por 16 anos e participa de conselhos ligados a crédito, pesquisa e formação empresarial.
Conhecido pela atuação nas redes sociais, Roscoe ganhou notoriedade após declarações polêmicas, como a afirmativa de que “idiota é quem trabalha com carteira assinada”, além de atribuir a programas sociais como o Bolsa Família a falta de mão de obra nas indústrias.
Durante sua gestão, a Fiemg participou como amicus curiae no Supremo Tribunal Federal (STF) nas ações que questionaram a suspensão do X no Brasil, em 2024.
A entidade publicou que a decisão impactava não só a liberdade individual, mas também prejudicava várias empresas que dependem do ambiente digital para suas operações.


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