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Economia

FGC solicita mais documentos do BRB para análise de empréstimo ao governo do DF

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Daniel Lima, presidente do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), pediu ao BRB a entrega de documentos adicionais para continuar avaliando o pedido de empréstimo feito pelo governo do Distrito Federal, controlador do banco.

Recentemente, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) encaminhou uma solicitação ao fundo para obter uma linha de crédito de R$ 4 bilhões, com o objetivo de reforçar o capital do banco público após perdas decorrentes de operações envolvendo o Banco Master. Até o momento, não houve decisão sobre a aprovação do pedido.

No documento enviado nesta segunda-feira, Daniel Lima explicou que o FGC já prestou orientações à equipe do BRB sobre as etapas iniciais do processo, mas ressaltou que a análise só avançará após a formalização do pedido com toda a documentação necessária.

Segundo informações internas, essa manifestação indica a necessidade de documentos extras para que o FGC possa prosseguir com a avaliação.

Entre os dados requeridos estão detalhes sobre ações em andamento no banco, como a venda de ativos para melhorar a liquidez, além de planos de negócios e de capital previamente prometidos pelo governo do Distrito Federal.

Após o envio completo desses documentos, o pedido será examinado internamente, incluindo aprovação do conselho e análise da área econômica do fundo. Apesar de o estatuto prever essa linha de crédito, o caso do BRB é delicado devido à associação com as operações do Banco Master, que já causaram prejuízo superior a R$ 50 bilhões ao FGC.

O Banco Master também recorreu a suporte financeiro oferecido pelo FGC.

O processo atual é de avaliação rigorosa e não há prazo definido para a conclusão.

Para o BRB, essa linha de crédito representa uma das possibilidades para compensar o rombo provocado pelas transações com o Banco Master. O Banco Central estimou uma perda mínima de R$ 5 bilhões no final do ano passado.

O presidente do BRB, Nelson de Souza, declarou em fevereiro que a necessidade estimada de provisão para possíveis perdas era de R$ 8,8 bilhões, enquanto o aporte oferecido pelo governo do Distrito Federal seria de R$ 6,6 bilhões.

O banco tinha até esta terça-feira para enviar ao BC seu plano de ação e o balanço de 2025, mas isso provavelmente não ocorrerá. Caso o prazo não seja cumprido, o regulador poderá convocar a liderança da instituição para cobrar providências.

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