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Marina Silva deve continuar na Rede, dizem aliados

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Aliados da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acreditam que somente um milagre a tiraria da Rede Sustentabilidade, mesmo com tensões no partido após o grupo ligado à deputada federal Heloísa Helena assumir a direção nacional.

Com o prazo da janela partidária chegando ao fim, Marina conversa com PSB e PT sobre possível filiação, mas tudo indica que permanecerá na legenda fundadora.

Nos últimos meses, Marina tem dito nos bastidores que lutará para ficar na Rede até o fim, embora o calendário eleitoral possa complicar. Ela quer concorrer ao Senado por São Paulo, e lideranças da federação PSOL e Rede trabalham para que ela seja o segundo nome da chapa de Fernando Haddad (PT) para o Senado no estado.

A ministra considera que sua candidatura só será possível se: 1) apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 2) construir uma frente ampla forte, especialmente em São Paulo; e 3) promover a agenda verde. Até agora, a chapa petista já conta com Haddad para governador e Simone Tebet (PSB) para o Senado.

Marina recebeu convite formal do PT para se filiar, mas as negociações esfriaram. PSB, PV, PSOL e PDT também demonstram interesse.

O dilema está em manter-se na Rede para recuperar seus valores ou mudar de partido para atender o calendário eleitoral. O prazo para a mudança sem perda do mandato — Marina foi eleita deputada federal em 2022 — termina neste sábado.

Marina está entre os ministros que deixarão seus cargos esta semana. O secretário-executivo João Paulo Capobianco assume o Ministério do Meio Ambiente.

Conflitos na Rede

A relação de Marina com a Rede se tensionou em abril do ano passado, após eleição para a presidência do diretório nacional, quando seu candidato foi derrotado por Paulo Lamac, apoiado por Heloísa Helena, rompida com a ministra desde 2022.

Aliados de Marina publicaram manifesto contra a direção nacional, criticando mudanças no estatuto e denunciando perseguição interna.

Marina se define como “sustentabilista” e aceitou integrar o governo Lula como ministra do Meio Ambiente, enquanto Heloísa é oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, que relaciona preservação ambiental e mudança do sistema econômico.

Em janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro anulou o congresso nacional da Rede que resultou na vitória do grupo de Heloísa. A ala próxima a Marina entendeu que isso criou insegurança política e jurídica na sigla.

A legenda declarou surpresa com a decisão e reafirmou compromisso com a transparência e democracia interna.

Recentemente, o grupo de Marina conseguiu liminar da Justiça do Distrito Federal suspendendo regra que impedia pedidos de desfiliação por justa causa sem aprovação do diretório nacional.

A ação alegou que a regra era um instrumento de coerção política criado às vésperas da janela partidária, que forçava mandatários a permanecerem na sigla contra sua vontade, bloqueando negociações políticas para desfiliação.

A juíza Delma Santos Ribeiro destacou:

“A jurisprudência eleitoral reconhece que, em caso de justa causa — incluindo mudança de partido dentro do período permitido antes do prazo de filiação para concorrer às eleições —, a desfiliação sem perda do mandato é legítima.”

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