Brasil
Lula promete ações para controlar preço do diesel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a expressar preocupação nesta terça-feira (31) em relação à guerra no Irã e seu impacto no aumento do preço internacional do petróleo, que tem elevado o custo dos combustíveis, especialmente o diesel, no Brasil, onde cerca de 30% do consumo é suprido por importações.
Lula afirmou que o governo está adotando todas as medidas possíveis para evitar que o preço do diesel suba ainda mais, já que isso interfere diretamente na inflação.
Lula destacou que, embora a Petrobras possa reduzir o preço, essa queda não tem sido repassada ao consumidor final devido à venda da distribuidora e à atuação dos intermediários, segundo ele. O governo conta com a fiscalização da Polícia Federal e do Ministério Público para conter essa prática.
“Nós só vamos descansar quando o preço do diesel não subir, porque essa guerra não é responsabilidade do povo brasileiro e não podemos ser vítimas dela”, afirmou Lula.
No evento em São Paulo que comemorou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (Prouni) e os 14 anos da Lei de Cotas Raciais, Lula também fez um apelo aos líderes das cinco maiores potências militares do mundo — Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia — membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para darem prioridade à paz, ressaltando que o aumento no preço do combustível impacta diretamente o custo dos alimentos e outros bens de consumo.
Ele ressaltou que o Conselho de Segurança foi criado para manter a paz mundial, mas atualmente contribui para a instabilidade.
Subsídio para o diesel importado
O governo planeja publicar ainda esta semana uma medida provisória para criar um subsídio de R$ 1,20 por litro ao diesel importado, dividindo o custo total estimado de R$ 3 bilhões ao longo de dois meses igualmente entre a União e os estados, cada um contribuindo com R$ 0,60 por litro subsidiado.
Essa ação tem a finalidade de conter o avanço dos preços dos combustíveis e evitar desabastecimento, diante da diferença entre os preços internos e os praticados no mercado internacional.
Conflito no Oriente Médio completa dois meses
Após dois meses desde os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra território iraniano, o conflito permanece sem solução à vista. O preço do barril de petróleo aumentou aproximadamente 50%, enquanto preocupações ambientais e climáticas vinculadas à guerra foram levantadas.
O Irã, situado em uma região estratégica e rica em petróleo, enfrenta ainda a ameaça de invasão terrestre por tropas norte-americanas, contribuindo para a instabilidade da área.


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