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Economia

BNDES cria plataforma para reunir dados de crédito

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançam, nesta quarta-feira (1°/4), em Brasília, o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD).

A nova plataforma irá centralizar e disponibilizar publicamente informações sobre recursos de crédito direcionado no Brasil, permitindo a análise dos efeitos na economia e no desenvolvimento, além de apoiar a formulação de políticas públicas.

Segundo o Banco Central, crédito direcionado é aquele regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculado a recursos orçamentários, destinado principalmente a financiamentos de médio e longo prazo para os setores imobiliário, rural e de infraestrutura.

As fontes desses recursos incluem depósitos à vista, cadernetas de poupança, fundos e programas públicos.

“Com o observatório, será possível avaliar impactos relevantes do crédito, como a geração de empregos e renda, e até a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a plataforma fomentará debates técnicos de alto nível baseados em dados”, destaca o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.

A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, ressalta o papel fundamental da plataforma, afirmando que ela estruturará metodologias para medir efeitos econômicos, sociais e ambientais, monitorando a eficiência do crédito e auxiliando a tomada de decisões por formuladores de políticas e órgãos reguladores. Trata-se de inteligência aplicada ao desenvolvimento.

Desenvolvimento do sistema

O financimento inicial da plataforma será custeado pelo BNDES durante o primeiro ano, com participação esperada de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF).

A criação da plataforma será realizada em parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior a ser definida, que fornecerá suporte técnico e científico para curadoria de dados e desenvolvimento de metodologias. A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes.

As primeiras publicações deverão ser liberadas ainda em 2026.

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