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Carlos reclama de dividir tempo de visita a Bolsonaro

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Após visitar Jair Bolsonaro em prisão domiciliar nesta quarta-feira, 1°, Carlos Bolsonaro expressou insatisfação com as regras da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que os filhos que não residem com Bolsonaro tenham visitas limitadas a horários específicos, sem acesso livre. Carlos Bolsonaro criticou a decisão por ter que dividir o tempo de visita entre seus irmãos.

Segundo a decisão, as visitas permitidas ocorrem às quartas-feiras e sábados, em três intervalos de duas horas: das 8h às 10h, das 11h às 13h, e das 14h às 16h. A defesa do ex-presidente havia solicitado acesso irrestrito, mas o pedido foi negado.

Moraes explicou que a prisão domiciliar é temporária e exclusiva para recuperação de saúde após Bolsonaro ter sido internado na UTI devido a broncopneumonia, e não representa mudança no regime de pena, que permanece fechado.

O ex-presidente cumpre uma sentença de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Ele foi transferido da Papudinha, penitenciária em Brasília, para prisão domiciliar após dez dias na UTI.

A violação das regras pode acarretar revogação do benefício e retorno ao regime fechado. Filhos que não residem com Bolsonaro incluem Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Eduardo está nos EUA, e Flávio, como advogado do pai, possui maior acesso.

O ex-presidente também pode receber visitas diárias de advogados, com duração máxima de 30 minutos, mediante agendamento.

Na nota publicada, Carlos afirma que o pai ainda sofre com crises contínuas de soluços e que sua saúde piora devido às condições médicas existentes e restrições de liberdade.

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