Brasil
Remédio pode aumentar até 3,81%
A partir desta quarta-feira, dia 1º, os preços dos remédios poderão ser reajustados em até 3,81%, conforme decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa é a menor alta dos últimos 20 anos.
Anvisa destaca que a queda constante desde 2023 mostra a importância da regulação para evitar preços abusivos, contrastando com aumentos superiores a 10% em anos anteriores.
O reajuste é dividido em três grupos principais, cada um com seus percentuais:
- 3,81% para medicamentos com alta concorrência;
- 2,47% para medicamentos com concorrência moderada;
- 1,13% para medicamentos com pouca ou nenhuma concorrência.
Nem todas as categorias de remédios seguem essa regra. Fitoterápicos, remédios homeopáticos e alguns produtos isentos de prescrição com grande concorrência seguem normas específicas.
Anvisa também informa que o reajuste não vale necessariamente para todos os produtos. Fabricantes e farmácias podem reajustar menos ou até manter os preços, conforme a situação do setor e o nível de concorrência.
A regulação econômica dos medicamentos no Brasil visa proteger os consumidores e garantir a sustentabilidade do setor para que o fornecimento de medicamentos continue no país.
A Cmed exige que as empresas divulguem amplamente seus preços em meios especializados, respeitando os valores estabelecidos pelo órgão. O comércio também deve apresentar listas de preços atualizadas para os consumidores.
Reajustes anuais
Todos os anos, os preços dos remédios passam por um reajuste regulado, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e incorpora descontos relacionados aos ganhos de produtividade do setor farmacêutico.
A Cmed lidera esse processo e determina as regras para fixação e atualização de valores, com objetivos de promover a competitividade entre as indústrias e ampliar o acesso da população aos remédios. A Anvisa oferece suporte técnico para essas decisões.
Consultada, a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) optou por não se manifestar, visto que o tema é uma decisão governamental ainda em negociação com o setor farmacêutico.


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