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Homem condenado a 10 anos por fraude com vinhos raros

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James Wellesley, um cidadão britânico de 59 anos, foi sentenciado a 10 anos de reclusão no Brooklyn, Nova Iorque, por enganar investidores em um esquema envolvendo uma coleção inexistente de vinhos raros avaliada em US$ 97 milhões.

A juíza distrital dos EUA, Pamela Chen, qualificou o caso como um ‘crime descarado’. Wellesley admitiu culpa em uma acusação de conspiração para cometer fraude eletrônica. Sua pena ficou abaixo dos 12 anos e meio recomendados pelos promotores federais.

Entre junho de 2017 e fevereiro de 2019, Wellesley e o co-réu Stephen Burton coordenaram um esquema tipo Ponzi, também chamado de pirâmide, que consistia em prometer altos rendimentos financeiros a investidores. Eles alegavam que a empresa Bordeaux Cellars intermediava empréstimos para colecionadores de vinho, com safras raras como garantia.

Os réus afirmavam possuir um vasto estoque de garrafas de vinho, valorizadas em milhares de dólares cada, e prometiam retorno financeiro regular aos investidores baseado no pagamento dos colecionadores. No entanto, nem o vinho nem os colecionadores existiam, e os pagamentos eram feitos somente a alguns investidores iniciais enquanto o restante era utilizado para despesas pessoais.

A juíza Pamela Chen destacou o impacto devastador da fraude, citando relatos de vítimas que perderam suas economias, como uma mulher de 58 anos com um filho deficiente que perdeu US$ 200 mil.

O advogado de defesa, Michael Weil, pediu clemência devido à condição de saúde da esposa de Wellesley, que sofre de doença renal, e destacou o papel do réu como principal cuidador antes de sua prisão em 2022 e sua colaboração no processo de reabilitação.

Os promotores, entretanto, enfatizaram a gravidade do golpe, que afetou pelo menos 141 pessoas globalmente, incluindo residentes dos EUA, Reino Unido e Hong Kong. Também ressaltaram o histórico criminal prévio de Wellesley, incluindo condenações por falsificação e fraude imobiliária.

Segundo o promotor Ben Weintraub, a Bordeaux Cellars foi criada como uma empresa fraudulenta desde o início, sem intenção legítima de atuação comercial.

Stephen Burton, que se declarou culpado e concordou em pagar uma multa de 26 milhões de dólares, possui julgamento agendado para maio.

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