Economia
Acordo UE-Mercosul é aprovado e celebrado por líderes
A aprovação do pacto entre o Mercosul e a União Europeia provocou reações de líderes dentro e fora da Europa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira, 9, pelo X, que o acordo representa uma vitória da negociação e diálogo.
Ele destacou ainda que é um dos maiores tratados de livre comércio existentes.
“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, disse o presidente.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou em sua postagem no X que o tratado marca um “momento histórico na política comercial da Europa”.
Ele acrescentou que o acordo UE-Mercosul fortalece a soberania estratégica e a capacidade de atuação europeia.
“Isso é positivo para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociação foram longos demais, precisamos avançar com maior celeridade”, concluiu.
Por outro lado, o ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, expressou desapontamento e alertou para as consequências do acordo.
“Se a Itália estivesse ao nosso lado, o acordo teria sido rejeitado. Lamento as implicações dessa decisão que nos afetarão a todos. Continuamos empenhados na proteção dos agricultores poloneses”, explicou o ministro.
A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, celebrou a aprovação, mesmo com o voto contrário do seu país.
“Estou emocionada! Finalmente há uma maioria entre os membros da UE para aprovar o acordo com o Mercosul”, declarou Beate, ressaltando que a economia e o comércio da Áustria se beneficiarão significativamente.
Repercussão no Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o acordo representa um avanço em meio a tensões comerciais mundiais.
“Num momento em que o unilateralismo e o protecionismo ganham espaço, devemos intensificar a cooperação internacional. Por isso, em nome da Câmara dos Deputados, celebro o acordo entre Mercosul e União Europeia como um passo fundamental para um mundo mais unido, próspero e justo”, publicou no X.
O acordo será formalmente assinado no Paraguai no dia 17 de janeiro, conforme anunciado pelo chanceler argentino Pablo Quirno Magrane.
“Nossa assinatura em 17 de janeiro no Paraguai será histórica e representa o tratado mais ambicioso entre os dois blocos”, afirmou o chanceler.
Desde 1999, Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai negociam o tratado visando criar a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores e a eliminação de tarifas em mais de 90% das trocas comerciais entre os blocos.

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