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Adeus 2025: festa em Copacabana marca ano de paz em Gaza e retorno de Trump
Uma enorme multidão tomou conta das praias de Copacabana para celebrar o Réveillon do Rio de Janeiro, despedindo 2025, um ano que ficou marcado por conflitos como o da Faixa de Gaza e pela volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
A tradicional festa na praia, reconhecida pelo Livro Guinness dos Recordes, reuniu aproximadamente 2,5 milhões de pessoas. A maioria vestia branco, conforme a tradição ligada a Iemanjá, a deusa do mar das religiões de matriz africana. O público aproveitou apresentações de ícones da música brasileira, como Gilberto Gil, e o esperado espetáculo de fogos de artifício.
Em Nova York, milhares celebraram a chegada de 2026 na Times Square, enfrentando o frio intenso, e pouco depois da meia-noite, Zohran Mamdani, de 34 anos, tomou posse como o primeiro prefeito muçulmano da cidade. Simultaneamente, Donald Trump recepcionava o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, para uma festa luxuosa de ano novo.
Em Sydney, considerada a capital mundial da celebração do Ano Novo, o clima era de tristeza devido a um massacre ocorrido em uma festa judaica na praia de Bondi, que deixou 15 mortos. Antes da virada do ano, a ponte de Sydney foi iluminada em branco em homenagem às vítimas e em símbolo de paz. Apesar disso, milhares se reuniram no porto para o tradicional show pirotécnico.
Em Paris, os festejos ocorreram perto da Torre Eiffel, enquanto em Edimburgo, na Escócia, uma multidão celebrou na rua Hogmanay. O ano de 2025 ficou marcado principalmente pelo retorno de Trump ao poder e pelos esforços para manter a trégua entre Israel e o grupo Hamas em Gaza, após dois anos de conflito.
Washington reforçou sua atuação militar no Caribe e intensificou a pressão contra a Venezuela, bloqueando navios sancionados e realizando ações contra o tráfico de drogas. As políticas migratórias americanas também tiveram impacto significativo na América Latina, afetando milhões que dependem das remessas de familiares no exterior.
“Este não é o fim, este é o início”, declarou Pedro Gómez, indígena maia, ao chegar à Guatemala em um dos últimos voos do ano com deportados dos Estados Unidos.
O restante da América Latina também comemorou a chegada do novo ano, apesar dos desafios. No Equador, 2025 teve um recorde trágico de homicídios ligados ao crime organizado. Em contraste, na Cidade do México, festivais de música eletrônica atraíram grandes públicos, embora a preocupação econômica persistisse. Na Argentina, a atenção se voltou para a Copa do Mundo, que será sediada em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá.
Além do futebol, 2026 promete grande destaque para as viagens espaciais. Mais de meio século após as missões Apolo, a humanidade se prepara para retornar à Lua, revivendo a exploração lunar com novas expedições planejadas para os próximos meses.


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