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Adolescente é investigado por morte do cão Orelha em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou o inquérito referente ao assassinato do cão comunitário Orelha, ocorrido na Praia Brava, Florianópolis, no início de janeiro. O caso provocou grande repercussão e manifestações em diversas capitais do país.

As apurações indicam que a morte do cachorro não foi causada por um grupo, como se pensava inicialmente, mas sim por um único adolescente. Esse jovem chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar após o ocorrido, porém retornou antes do previsto ao Brasil a pedido dos investigadores. A polícia pediu a internação do adolescente e indiciou outras três pessoas adultas pelo crime de coação a testemunhas. A identidade dos suspeitos não foi divulgada.

Em comunicado, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que as informações divulgadas são circunstanciais, não podendo ser vistas como provas definitivas ou concluir o caso de forma definitiva. A defesa ressaltou que até o momento não teve acesso completo aos autos do inquérito, e que o assunto está sendo politizado.

Além disso, o caso de agressões contra Caramelo, outro cão comunitário na mesma região, também foi investigado. O animal foi atacado dias depois da morte de Orelha, sendo que quatro adolescentes foram filmados agredindo Caramelo, mas sem conexão com o caso anterior. Felizmente, Caramelo sobreviveu aos ataques. Segundo a polícia, há registros mostrando adolescentes maltratando o cão de formas distintas, e os dois casos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.

Orelha sofreu uma pancada grave na cabeça, provavelmente causada por chute ou um objeto rígido, como madeira ou garrafa. Ele foi resgatado por uma moradora no dia seguinte, mas não resistiu e faleceu em uma clínica veterinária.

Até oito adolescentes foram investigados. A identificação do principal suspeito se deu após contradições em seu depoimento e análise de roupas apreendidas em sua volta dos EUA. A polícia detalhou que o jovem saiu do condomínio onde mora às 5h25 da manhã do dia do crime e voltou acompanhado de uma amiga às 5h58, um fato que contrariou suas declarações.

Testemunhas e provas indicam que o agressor estava fora do condomínio no momento do crime. Em 29 de janeiro, o adolescente retornou dos EUA, e a polícia descobriu que um familiar tentou esconder um boné rosa que estava com ele, além de dar informação falsa sobre a origem de um moletom usado no dia do crime. O próprio jovem admitiu ter o moletom antes da viagem.

A Polícia Civil evitou divulgar detalhes precocemente para impedir que o adolescente permanecesse no exterior ou que provas fossem destruídas.

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