Notícias Recentes
Advogada de Moraes atua por Banco Master em investigação no STF
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, está envolvida como representante do Banco Master em um processo que investiga o empresário Nelson Tanure por crimes relacionados ao mercado financeiro.
A investigação foi remetida ao STF após a Justiça Federal em São Paulo declinar da competência. O caso está sob sigilo e é relatado pelo ministro Dias Toffoli.
Em decisão de 16 de janeiro, a juíza Maria Isabel do Prado declarou-se incompetente para continuar com o inquérito, devido à conexão com a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master, processo este também sob a relatoria de Toffoli no Supremo.
Por essa razão, o inquérito foi transferido ao STF para tramitar junto ao caso relacionado, visando uma análise unificada.
O processo avalia se Tanure teria usado informações privilegiadas para obter vantagem em negociações de ações da empresa Gafisa, configurando prática conhecida como insider trading.
Embora o Banco Master não seja investigado diretamente, ele é parte interessada na apuração, pois fundos vinculados à instituição estão ligados às operações questionadas. Viviane Barci de Moraes atua como representante do banco nesse contexto.
O advogado Pablo Naves Testoni, que defende Tanure, explicou que a citação do Banco Master na denúncia pelo Ministério Público Federal exigiu uma análise sobre a conexão das provas.
Caso o inquérito siga para julgamento no plenário do STF, o ministro Alexandre de Moraes poderá participar da votação.
O escritório de advocacia onde Viviane Barci de Moraes e os filhos do ministro são sócios passou a ter seu trabalho questionado também por conta de um contrato relevante firmado com o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões.
Dados mostram que a atuação de Viviane no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) aumentou significativamente desde que seu marido assumiu como ministro, com número de processos subindo de 27 para 152.
O patrimônio de Tanure foi bloqueado por determinação de Dias Toffoli em 6 de janeiro, após indicativos de que ele seria beneficiário de um fundo utilizado em esquema de fraudes para desviar recursos e favorecer sócios ocultos do Banco Master, cuja direção é investigada junto do controlador Daniel Vorcaro.
A defesa de Tanure afirma que ele nunca teve qualquer sociedade com o Banco Master, do qual foi cliente, assim como de outras instituições financeiras importantes no mercado, continuando a ser atendido normalmente.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login