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Advogado diz que acusação contra suspeito de estupro coletivo no RJ é precoce
Ângelo Máximo, defensor de Vitor Hugo Simonin, um dos detidos por envolvimento em um caso de estupro coletivo em Copacabana, declara que seu cliente nega participação no crime e que a acusação feita pela vítima foi feita de forma precipitada. Segundo o advogado, Vitor estava presente no local, mas não teria cometido o ato criminoso.
“Até o momento, a defesa entende que se trata de um processo prematuro. O direito de defesa de Vitor não foi garantido antes do pedido de prisão preventiva, uma vez que ele não pôde se manifestar. Dessa forma, está sendo julgado publicamente sem a ampla defesa e sem a presunção de inocência”, afirmou Ângelo Máximo.
Máximo se refere à jovem de 17 anos como “suposta vítima” e reafirma a crença na inocência de Vitor, que optou por manter silêncio em seu depoimento na delegacia.
“Para a defesa, Vitor permanece inocente”, reiterou o advogado.
O defensor também rejeita qualquer envolvimento de seu cliente no crime.
“A simples presença no local não indica participação na prática do delito. Vitor nega qualquer relação com os fatos ocorridos”, explicou.
Ângelo Máximo caracterizou o caso como um “possível estupro” e ressaltou que pode ter havido consentimento por parte da vítima.
“Se houver comprovação por exame de DNA, que constitui uma prova técnica incontestável, a pessoa envolvida não poderá negar sua participação. Portanto, é fundamental analisar também a questão do consentimento”, disse.
Além disso, o advogado criticou a demissão do pai de Vitor, José Carlos Simonin, antigo subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
“Considero injusta e desnecessária a acusação contra o pai de Vitor. Colocar qualquer pai sob suspeita como se fosse responsável é uma atitude inadequada”, comentou.
Sobre uma segunda denúncia de abuso sexual contra uma menor, Ângelo Máximo informou ter tomado conhecimento recentemente e aguarda o andamento do caso para garantir que seu cliente tenha a oportunidade de ser ouvido, coisa que não ocorreu anteriormente.
Ele reforçou que, embora Vitor admita ter estado no local, nega envolvimento no crime.
“Ao ser questionado, ele disse: ‘Doutor, não tive participação alguma nos fatos’, deixando claro que não cometeu o crime”, finalizou.

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