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Advogados de Jairinho saem do julgamento do caso Henry Borel

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Pouco depois do início do julgamento, os defensores do Dr. Jairinho comunicaram que deixariam a sala do tribunal. A juíza Elizabeth Louro, que tinha determinado a suspensão da transmissão do julgamento pela imprensa, indagou ao advogado Zanone Júnior se ele estava certo da decisão.

Ele respondeu:

“Absoluta”.

Entre o público, houve murmúrios e cochichos, acompanhados de um coro de “Ahhhhhh”. O promotor lamentou a saída dos advogados. A defesa de Leniel Borel expressou tristeza com a decisão da equipe de Jairinho e afirmou que pedirá para que a Defensoria Pública assuma a defesa de Jairinho caso ele abandone novamente o julgamento — essa declaração recebeu aplausos da audiência, que foi rapidamente contida pela juíza.

Sobre o julgamento

No começo, a defesa de Jairinho solicitou a suspensão do julgamento para que tivessem acesso pleno às provas, pedido feito pelo advogado Fabiano Lopes. O advogado Zanone Júnior, também defensor do ex-vereador, argumentou que havia “30 nulidades” no processo, incluindo a seleção e filtragem prévia do conteúdo do notebook do engenheiro e vereador Leniel Borel, pai de Henry, antes que fosse liberado para análise das defesas.

Esse argumento baseia-se na avaliação de um perito contratado pela defesa, que indicou a existência de uma “seleção prévia de marcadores”. Também foi mencionado que a defesa não teve acesso completo ao conteúdo de um celular da marca Xiaomi. Zanone sugeriu que, se não fosse possível suspender o julgamento, o processo fosse dividido em casos separados para Monique e Jairinho.

A defesa de Monique se manifestou contrária à paralisação do julgamento.

A juíza Elizabeth Louro negou os pedidos da defesa de Jairinho. Sobre a divisão do processo, explicou que seria inviável, visto que as acusações estão diretamente ligadas.

Henry Borel faleceu aos quatro anos, em março de 2021. O ex-vereador e padrasto do menino, Jairo Souza Santos Júnior (conhecido como Jairinho), é acusado de homicídio qualificado, tortura e coação. Monique Medeiros responde por homicídio por omissão qualificado, tortura e coação. As acusações levam em conta o agravante de terem ocorrido em ambiente familiar, e a vítima ser menor de 14 anos. Caso condenados, cada um pode receber pena superior a 50 anos de prisão.

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