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Afeganistão acusa Paquistão de ataque que matou civis em Cabul

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O governo do Afeganistão denunciou nesta segunda-feira (16) que o Paquistão foi responsável pela morte de diversos civis durante um ataque a um centro de tratamento para dependentes químicos em Cabul.

Os dois países mantêm um conflito prolongado. O Paquistão alega que o país vizinho abriga combatentes do movimento talibã paquistanês, que reivindicaram ataques mortais em seu território, embora as autoridades afegãs neguem tais alegações.

Os confrontos se intensificaram a partir do último dia 26 de fevereiro, com uma série de ataques provenientes do Paquistão. No dia seguinte, Islamabad declarou uma ‘guerra aberta’ e realizou bombardeios em Cabul.

Nesta segunda-feira, várias explosões foram ouvidas por volta das 21h na capital afegã, logo após a passagem de aviões militares, e colunas de fumaça foram vistas na cidade.

Um porta-voz do governo afegão informou pelo X que ‘o regime paquistanês invadiu o espaço aéreo do Afeganistão e atacou um centro de tratamento para dependentes químicos em Cabul, causando mortos e feridos entre civis, principalmente pacientes’. Ele classificou o ocorrido como um ‘ato desumano que fere todos os princípios’.

As autoridades do Paquistão anunciaram que seus ataques foram direcionados a ‘instalações militares e estruturas de apoio ao terrorismo’ em Cabul, negando que tenham atingido o centro de tratamento.

De acordo com o Ministério da Informação do Paquistão, o Exército atacou alvos na capital afegã e na província de Nangarhar, próxima à fronteira oriental. ‘O Paquistão atinge seus objetivos com precisão e assegura que não ocorrem danos colaterais’, destacou o ministério.

O ataque gerou pânico na população, que buscou abrigo em suas casas. Por volta das 22h, os disparos cessaram e sirenes de ambulâncias foram ouvidas na cidade.

A Missão das Nações Unidas no Afeganistão confirmou na última sexta-feira que 75 civis perderam a vida desde o dia 26, devido a bombardeios que atingem Cabul e regiões fronteiriças no leste e sul do país.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU iniciou a distribuição de assistência a 20 mil famílias deslocadas dentro do país, alertando que o conflito poderá levar milhões à fome ainda maior.

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