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África do Sul e Israel expulsam diplomatas mutuamente

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África do Sul e Israel anunciaram, nesta sexta-feira (30), a decisão de expulsar os representantes diplomáticos um do outro, aumentando a tensão já existente entre as duas nações devido aos conflitos na Faixa de Gaza.

O governo da África do Sul declarou como persona non grata o principal diplomata israelense no país, dando-lhe um prazo de 72 horas para deixar o território, conforme comunicado do ministério sul-africano das Relações Exteriores.

Em resposta, Israel comunicou a expulsão do encarregado de negócios da África do Sul em Tel Aviv.

De acordo com o ministério sul-africano, o representante israelense, Ariel Seidman, foi oficialmente declarado indesejado e recebeu a ordem para sair do país dentro do prazo estipulado.

A decisão foi tomada em razão de várias violações das normas diplomáticas consideradas inaceitáveis, configurando um desafio direto à soberania da África do Sul, segundo nota oficial do governo.

Por sua vez, Israel justificou a expulsão de Shaun Edward Byneveldt, seu mais alto representante diplomático na África do Sul, apontando para as críticas feitas pela África do Sul contra Israel em fóruns internacionais, conforme declaração do Ministério das Relações Exteriores israelense.

As relações entre as duas nações já estavam fragilizadas desde 2023, quando a África do Sul acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza e iniciou um processo judicial na Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas.

O ministério sul-africano também censurou Ariel Seidman pelo uso frequente das plataformas oficiais israelenses nas redes sociais para veicular ataques ofensivos ao presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

As autoridades sul-africanas manifestaram sua insatisfação com publicações nas redes sociais pela embaixada israelense, bem como com a visita de uma delegação israelense à província do Cabo Oriental, onde se reuniram com um dos líderes do povo xhosa.

Foram apontadas ações que prejudicaram gravemente a confiança e os protocolos essenciais para manter as relações bilaterais.

A África do Sul, país que abriga a maior comunidade judaica da África subsaariana, apoia a causa palestina e adota uma postura crítica em relação às ações de Israel na Faixa de Gaza, região palestina sob ocupação.

Desde novembro de 2023, a embaixada sul-africana em Tel Aviv permanece fechada.

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