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AIE questiona recuperação da produção de petróleo da Venezuela

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A Agência Internacional de Energia (AIE) manifestou incertezas sobre a capacidade da Venezuela para retornar aos seus antigos níveis de produção de petróleo, conforme reportado em seu boletim mensal divulgado nesta quarta-feira (21).

Ainda que a Venezuela possua, teoricamente, as maiores reservas petrolíferas comprovadas do mundo, sua produção e exportação vêm sendo bastante limitadas por mais de dez anos, conforme apontou a AIE, sediada em Paris.

Após a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, a administração de Donald Trump prometeu investimentos enormes por parte das empresas petrolíferas americanas, visando revitalizar o setor petrolífero venezuelano, que sofreu um declínio acentuado devido à falta de investimentos e má administração.

Segundo a AIE, a produção venezuelana chegou ao seu auge em 2015, mas depois começou a cair, em parte por conta das sanções impostas durante o governo de Trump.

O país chegou a produzir 3,5 milhões de barris diários no seu ponto máximo, mas em 2025 essa média caiu para cerca de 950 mil barris diários, sendo que 780 mil barris eram destinados à exportação.

Muito do petróleo venezuelano é do tipo extrapesado, cuja extração é complexa e cara, o que limita o aumento da produção a empresas que já operam nesses campos.

Atualmente, a Chevron é a única companhia americana autorizada a atuar na Venezuela, beneficiada por uma licença concedida por Washington em 2022. As empresas europeias Eni e Repsol também atuam no país, mas enfrentam disputas comerciais com a empresa estatal PDVSA.

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