Economia
Alckmin e presidente do México discutem expansão do comércio agrícola

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, considerou muito produtiva a reunião realizada nesta quinta-feira com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e sua equipe ministerial.
Durante o encontro, foi assinado um acordo para atualizar o Acordo de Comércio Exterior e Investimento Recíproco vigente há mais de 20 anos. Alckmin explicou que o intuito é fortalecer a cooperação econômica entre os dois países.
“Progredimos no setor agrícola, liberando o mercado para produtos como pêssego, aspargos e derivados de atum. Anteriormente, o mercado havia sido aberto para o abacate, e por parte deles, para farinha, bovinos e suínos, incluindo ração animal para esses animais. Também solicitamos que a rastreabilidade não interrompa o fluxo comercial, o que foi recebido de forma positiva”, afirmou.
A pauta também abordou setores estratégicos como a indústria da defesa, destacando o cargueiro C-390 da Embraer, empresa que possui uma fábrica no México com mais de mil funcionários.
“Discutimos sobre a Embraer. Já houve uma venda importante de 20 aeronaves para o México”, acrescentou Alckmin.
Outro tema tratado foi o alinhamento regulatório na área da saúde, com o Brasil e o México concordando em reconhecer mutuamente as etapas de análise entre a Anvisa e a Cofepris, o que deve facilitar os custos e acelerar a aprovação de novos medicamentos.
Também foram debatidos métodos para facilitar o turismo, incluindo a implementação de vistos eletrônicos para brasileiros e mexicanos. Alckmin também convidou Claudia Sheinbaum para participar da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro.
Quando questionado se esta aproximação entre Brasil e México seria uma resposta às tarifas dos Estados Unidos, Alckmin esclareceu que o Brasil há muito tempo busca expandir seus mercados, independentemente das tarifas americanas. Segundo ele, o país aposta em uma abordagem de benefício mútuo, exportando e importando e defendendo o multilateralismo e o livre comércio, o que em última análise favorece a população.

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