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Alckmin não vai disputar São Paulo sem ser vice

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O vice-presidente Geraldo Alckmin tem comunicado a aliados que não pretende concorrer a cargo eletivo no estado de São Paulo, que governou por quatro mandatos, caso seja rejeitado para continuar como vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva na reeleição.

O grupo próximo a Alckmin percebe que existe uma pressão de um segmento do PT para que ele participe da eleição majoritária em São Paulo. No entanto, esse grupo reconhece que o vice-presidente não está inclinado a aceitar esse desafio.

Auxiliares que debatem o assunto com Alckmin afirmam que é mais viável convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo paulista, apesar de ele ter deixado claro diversas vezes que não deseja concorrer, do que fazer com que Alckmin abra mão da posição como vice.

Luiz Inácio Lula da Silva e Alckmin construíram uma relação de lealdade desde a campanha de 2022, quando o ex-tucano foi fundamental para a ampliação das alianças do PT e para a vitória contra Jair Bolsonaro, com diálogo direto e sem intermediários.

Embora rejeite a possibilidade de disputar as eleições em São Paulo, Alckmin deve continuar ouvindo Lula sobre o assunto.

As dúvidas sobre a permanência de Alckmin na chapa ressurgiram após Lula admitir pela primeira vez a chance de tirar o aliado da corrida presidencial.

Esse movimento acontece enquanto o PT tenta atrair o MDB para formar uma aliança na disputa presidencial. Em entrevista, Lula comentou que Alckmin, Haddad e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos ao governo de São Paulo.

Para a direção do PT, Haddad permanece como única opção para o governo paulista. Próximos a Lula dizem que o presidente mencionou Alckmin para não deixar Haddad isolado diante de pressões de colegas de governo.

Além disso, aliados do presidente discutiram o tema, incluindo Camilo Santana (Educação), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e a ministra Simone Tebet.

Alguns apoiadores acreditam que Alckmin deve permanecer na vice, a menos que haja mudanças significativas no cenário que impliquem a entrada formal de partidos como MDB, PSD ou Republicanos na chapa, o que não é esperado atualmente.

Eles destacam que Alckmin poderia ser o principal coordenador da campanha de Lula em São Paulo sem necessariamente disputar eleições.

Geraldo Alckmin alcançou o objetivo de estar no Palácio do Planalto como vice de Lula e ministro da Indústria e Comércio, segundo avaliações de pessoas próximas.

No cargo, manteve boa relação com o PIB, empresários, entidades e prefeitos, e realizou missões estratégicas para o país, como negociar a crise do tarifaço causada pelos Estados Unidos.

Aliados de Alckmin consideram que São Paulo mudou desde que ele deixou o governo em 2018. Com o enfraquecimento do PSDB, o interior do estado, antes forte reduto tucano, se aproximou do bolsonarismo e resiste à gestão petista. Alckmin não se pronunciou sobre o tema.

No comando do PSB, partido do vice, Lula terá dificuldades para sugerir a saída de Alckmin.

João Campos, presidente do PSB, que concorre ao governo de Pernambuco, valoriza manter Alckmin como vice na chapa presidencial, embora não tenha se manifestado oficialmente.

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