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Economia

Alckmin se despede do ministério exaltando recordes no comércio exterior

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, está prestes a deixar seu cargo nesta quinta-feira, 5, como parte dos preparativos para a candidatura nas próximas eleições. Ele precisa deixar a pasta seis meses antes do pleito eleitoral.

Alckmin fará a abertura da coletiva de imprensa para divulgar os números da balança comercial referentes a fevereiro, a partir das 15h15, na sede do ministério.

A saída oficial ocorrerá nesta quinta, porém a data exata de desligamento ainda não foi definida, com prazo máximo em abril, seis meses antes das eleições previstas para 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno).

Fontes próximas à situação informaram ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a intenção é que Alckmin encerre sua gestão no MDIC comemorando os recordes alcançados no comércio exterior.

Mesmo diante de desafios internacionais, como as tarifas elevadas aplicadas pelos Estados Unidos e os conflitos no Oriente Médio, as exportações brasileiras atingiram em 2025 a marca histórica de US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde de 2023. Os últimos três anos registram os melhores desempenhos da história na balança comercial.

Alckmin também deve destacar a aprovação pelo Senado do projeto que ratifica o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). Após ser aprovado na Câmara em 25 de fevereiro, agora aguarda promulgação. A ratificação, já concluída por Argentina e Uruguai, permite a vigência provisória do acordo, prevista para começar em maio.

De acordo com projeções do MDIC, o acordo Mercosul-UE terá impacto positivo de 0,34% (R$ 37 bilhões) no PIB brasileiro, com aumento de 0,76% nos investimentos (R$ 13,6 bilhões) e queda de 0,56% no índice de preços ao consumidor. Além deste, outros dois acordos firmados pelo Mercosul neste governo incluem os pactos com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) em 2025 e com Singapura em 2023.

Juntos, os três acordos aumentam em duas vezes e meia a parcela do comércio brasileiro que conta com acordos comerciais. Esses contratos facilitarão o acesso a mercados e devem contribuir para um aumento de R$ 67,6 bilhões no PIB e R$ 25,3 bilhões nos investimentos, além de diminuir os preços ao consumidor final.

Somando os efeitos dos acordos, espera-se um crescimento de R$ 76,6 bilhões nas exportações, valor ligeiramente superior ao aumento previsto nas importações, de R$ 72,6 bilhões.

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