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Alcolumbre e Lula vão dialogar em breve, dizem aliados
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, declarou nesta terça-feira (10) que ainda não teve uma reunião presencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que isso deve acontecer nos dias vindouros. Esse gesto de aproximação ocorre em um contexto de pressão envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, que está sob investigação pela CPI do INSS, além da mobilização da oposição para apurar a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Master.
Em resposta direta à imprensa, o senador afirmou: “Ainda não” quando questionado se já havia falado pessoalmente com o presidente.
Fontes indicam que Lula e Alcolumbre trocaram telefonemas na última quinta-feira (5), em uma tentativa inicial de reduzir a tensão entre o Planalto e o Congresso.
Após esse contato telefônico e algumas declarações públicas do presidente do Senado, abriu-se a expectativa de que um encontro face a face aconteça em breve.
Na quarta-feira (4), Alcolumbre disse que aguarda ser procurado pelo presidente para conversarem, ressaltando a importância de manter um canal institucional de diálogo.
Ele afirmou: “Esperamos ser chamados por todos aqueles por quem temos respeito e consideração. Da mesma forma que já procurei o presidente da República quando desejei conversar, também é legítimo que, se ele quiser falar comigo, me procure para que possamos seguir numa relação pautada na pacificação e harmonia entre os Poderes, que é o princípio da democracia”.
O caso envolvendo Lulinha provocou desconforto entre Congresso e governo. Parlamentares aliados do governo tentaram anular a votação para quebra de sigilo pela CPI, alegando falhas na contagem dos votos, mas o presidente do Senado optou por não interferir na decisão da comissão.
Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a suspensão da quebra de sigilo, atendendo ao pedido de Lulinha.
Além da tentativa de diminuir os atritos políticos, interlocutores informam que a reunião esperada também deve abordar temas pendentes na relação entre o Planalto e o Senado, incluindo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.
A sabatina e votação do indicado dependem do Senado, presidido por Alcolumbre. Nos bastidores, aliados do governo acreditam que a definição do cronograma para a análise da indicação passa pela reconstrução do diálogo entre o Palácio do Planalto e os comandos da Casa.
Conforme noticiado, Alcolumbre tinha preferência pelo ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para essa vaga no STF.
Já se passaram quatro meses desde que o ex-ministro Luís Roberto Barroso deixou o Tribunal e, até o momento, o governo não enviou oficialmente a indicação de Messias.

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