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Alcolumbre não foi avisado sobre data de envio da indicação de Messias ao STF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por enviar na terça-feira a mensagem ao Senado indicando o chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), sem informar antecipadamente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a data exata desse envio, conforme relatos de aliados do senador.

Embora Alcolumbre tivesse conhecimento, através desses interlocutores, de que o envio poderia acontecer em breve, ele não foi avisado sobre o momento detalhado da formalização. Vale destacar que o governo federal e o senador não mantêm contato direto há aproximadamente duas semanas.

A decisão de encaminhar a indicação agora se dá pela percepção no Planalto de que o processo poderá encontrar maiores dificuldades para avançar com as eleições se aproximando e o congresso tendo menor atividade a partir de junho.

O entorno de Alcolumbre interpreta que não há compromisso de acelerar ou frear o andamento, e ainda não existe um cronograma fixado para os próximos passos.

Aliados do parlamentar destacam que o progresso dependerá da articulação governamental, ressaltando que o Planalto levou quatro meses para formalizar a nomeação, o que minimiza qualquer pressão para rapidez.

Segundo o procedimento, a mensagem é enviada e publicada no Senado, cabendo ao presidente da Casa decidir quando será remetida para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem prazo definido para isso.

Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, declarou que o andamento seguirá o ritmo estabelecido por Alcolumbre, estimando de oito a quinze dias para marcar a sabatina após o envio da mensagem à comissão.

— A mensagem primeiro vai para o Davi, não direto para mim. No tempo dele, ela é encaminhada à CCJ. Ainda não conversei com ele, mas assim que receber, irei analisar e agendar a sabatina entre oito e quinze dias. Não sei se é necessário urgência. O tempo de Davi é o tempo dele — afirmou.

A indicação tem enfrentado resistências desde novembro, quando Lula anunciou o nome contrariando a preferência de Alcolumbre e parte da liderança do Senado pelo ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), gerando desgaste entre o Planalto e o comando do Senado que persiste até hoje.

No momento, aliados de Alcolumbre entendem que o desenrolar do processo está nas mãos da articulação política do governo.

Para o Planalto, enviar a mensagem agora foi a opção menos negativa, pois adiar a formalização apenas empurraria o processo para um período ainda mais prejudicado pelas eleições e diminuiria as chances de avanço antes do segundo semestre.

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