Brasil
Alerta do MP-MG sobre exposição de crianças nas redes sociais
O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) chama a atenção dos responsáveis para que não divulguem imagens dos filhos usando o uniforme escolar nas redes sociais.
Esse órgão reforça que a exposição da rotina das crianças em plataformas digitais deve ser evitada para proteger a segurança dos menores.
Informações como o nome da escola frequentada pelas crianças e os cursos que realizam podem ser usadas por criminosos para aplicar golpes de sequestro ou até mesmo para planejar o sequestro de vítimas.
O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles, explicou que o objetivo desse alerta é conscientizar pais e responsáveis sobre os riscos da exposição excessiva.
“Grande parte dos delitos cometidos online não são crimes tecnológicos em si, mas resultam da exposição excessiva que revela muitos detalhes da vida das pessoas”, afirmou o promotor.
Ele esclareceu que a chamada engenharia social, técnica de manipulação muito comum, aproveita informações compartilhadas para identificar a rotina das crianças, o local de estudo e os horários em que os pais costumam estar fora de casa.
Definindo limites
André Salles reiterou que é importante estabelecer limites para o que as crianças podem postar nas redes sociais, considerando as regras impostas pelos familiares. Mesmo quando publicam fotos ou dados pessoais, os pais devem controlar quem tem acesso a essas informações.
“Esses detalhes são valiosos para criminosos quando elaboram seus golpes”, ressaltou.
O promotor alertou que bandidos podem se passar por pessoas confiáveis, como diretores de escola ou funcionários de banco, tornando as fraudes mais convincentes por utilizarem informações reais obtidas nas redes sociais.
O MPMG desenvolve campanhas contínuas para diminuir a exposição nas redes, especialmente de crianças e adolescentes, com foco na prevenção de golpes e crimes como montagem de fotos que prejudicam vítimas de todas as idades.
O intuito é aumentar a conscientização da população, fortalecendo o controle dos dados divulgados online. “Qualquer informação pode funcionar como uma identidade”, destacou o Gaeciber. O grupo também promove ações internas para educar os servidores do Ministério Público.
Internet com responsabilidade
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 94% dos brasileiros acessam a internet. É fundamental que essa parcela da população utilize a rede mundial de forma consciente, enfatizou o promotor.
O Gaeciber realiza constantemente ações preventivas para orientar sobre os cuidados necessários contra crimes virtuais.
Recentemente, foi criada uma força-tarefa para combater golpes relacionados ao pagamento do IPVA e promover a repressão a esses crimes, que vem gerando sentenças rigorosas. No ano anterior, a equipe assegurou condenações superiores a 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e mais de 12 anos para casos de extorsão.
“Esses resultados evidenciam a gravidade dessas infrações”, concluiu André Salles.

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