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Alesp vai investigar deputada por pintura marrom no plenário
As bancadas do PT, PSOL, PCdoB e PSB solicitaram que o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) examine uma possível conduta imprópria da deputada Fabiana Bolsonaro (PL), que, na última quarta-feira (19), se pintou de marrom no plenário, ato conhecido como blackface e considerado racista.
Dezoito deputados estaduais assinaram a representação e pedem a perda do mandato, que é a penalidade mais severa que o conselho pode aplicar.
Fabiana Bolsonaro usou a tribuna para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela declarou que mulheres trans não são mulheres e tentou fazer uma comparação dizendo que pintar-se de preto não a transforma em negra.
“Eu, branca, vivendo tudo o que vivi como branca, decido agora, aos 32 anos, me maquiar e me transformar em pessoa negra. E agora? Eu me tornei negra? Senti o desprezo racial que uma pessoa negra sente? Senti a dor do racismo?” – disse, enquanto aplicava uma base marrom no rosto e corpo.
No pedido ao Conselho de Ética, os deputados argumentam que a atitude da deputada foi racista e que seu discurso continha transfobia, ultrapassando os limites da liberdade de expressão, portanto não protegida pela imunidade parlamentar.
A deputada estadual Monica Seixas (PSOL) também registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por racismo. O PSOL anunciou que pedirá ao Ministério Público de São Paulo que investigue o caso. O Conselho de Ética deverá analisar o processo, cujo calendário ainda não foi definido. A defesa poderá se manifestar, e após debates o conselho decidirá se houve quebra de decoro parlamentar. A punição pode variar entre advertência, censura, suspensão temporária ou cassação do mandato.

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