Conecte Conosco

Mundo

Aliado de María Corina Machado é preso horas após ser solto

Publicado

em

Juan Pablo Guanipa, importante líder político alinhado à Nobel da Paz e figura da oposição venezuelana María Corina Machado, foi capturado novamente no domingo (8), menos de 12 horas depois de ter sido liberado. Durante esse breve período de liberdade, ele circulou por Caracas de motocicleta e reuniu-se com familiares de prisioneiros políticos.

María Corina Machado denunciou o que chamou de “sequestro” de Guanipa. O Ministério Público informou que a nova prisão ocorreu por descumprimento das condições impostas em sua soltura, incluindo a proibição de comentar publicamente seu caso.

Guanipa estava entre os principais líderes opositores ainda encarcerados. Sua libertação antecipava a aprovação, na terça-feira (10), de uma lei de anistia geral que prevê a libertação de todos os presos políticos.

A presidente Delcy Rodríguez anunciou o processo de anistia logo após assumir o poder, em meio a uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Outros líderes próximos a María Corina Machado também foram soltos no domingo. A ONG Foro Penal, que atua na defesa dos presos políticos, confirmou 35 novas liberações, totalizando quase 400 pessoas libertadas desde 8 de janeiro, data do primeiro anúncio de libertação feito por Delcy Rodríguez.

Familiares exigem confirmação de vida

O Ministério Público solicitou ao tribunal a imposição do regime de prisão domiciliar para Guanipa, preso anteriormente em 23 de maio de 2025, acusado de suposta conspiração contra as eleições de governadores e deputados.

Segundo o MP, as medidas cautelares são condicionadas ao cumprimento rigoroso das obrigações impostas.

María Corina Machado relatou que Guanipa foi levado por homens “fortemente armados e vestidos à paisana” de forma violenta.

O filho de Guanipa, Ramón, pediu uma prova de vida, responsabilizando o regime por qualquer eventualidade com seu pai e denunciando a repressão contínua.

Horas antes, María Corina Machado celebrou as libertações e expressou esperança em um futuro livre para a Venezuela, agradecendo os esforços dos que lutaram por isso.

Trajetória política e recentes eventos

Guanipa foi vice-presidente do Parlamento e governador eleito do estado de Zulia, mas recusou-se a jurar à Assembleia Constituinte instaurada por Maduro, que então assumiu as funções parlamentares, resultando em sua destituição.

Sua última aparição pública foi em 9 de janeiro de 2025 em um protesto contra a posse de Maduro acompanhado de María Corina Machado.

Ele afirmou acreditar na importância de respeitar a vontade popular expressa em 28 de julho de 2024 e defendeu a realização de um processo eleitoral transparente.

Perkins Rocha, assessor jurídico de María Corina Machado e representante da maior coalizão opositora, também foi libertado no domingo com medidas cautelares severas, segundo sua esposa María Constanza Cipriani.

Rocha esteve preso por um ano e meio, detido em 27 de agosto de 2024 durante uma série de prisões após a contestada reeleição de Maduro.

Outra figura ligada a María Corina Machado, Freddy Superlano, de 49 anos, também foi liberado, conforme confirmou a ONG Foro Penal. Ele atuou na campanha pré-eleitoral e foi detido logo após a contestada reeleição de Maduro.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados