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Aliados de Lula apoiavam prisão domiciliar de Bolsonaro e temiam piora
Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado devido a uma pneumonia bacteriana em 13 de março, membros do governo e apoiadores do PT começaram a identificar riscos eleitorais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso a saúde de Bolsonaro se agravasse durante sua prisão.
Diversos setores do governo e aliados do partido passaram a defender de forma reservada que era o momento adequado para conceder prisão domiciliar ao ex-presidente.
O receio principal era que uma piora na saúde de Bolsonaro pudesse sensibilizar eleitores indecisos e beneficiar o candidato Flavio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais. Autoridades governistas acreditam que qualquer problema de saúde de Bolsonaro poderia ser atribuído ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Lula, prejudicando a campanha de reeleição deste último.
Na terça-feira, Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da defesa e decidiu pela concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.
Na decisão, Moraes autorizou uma prisão domiciliar humanitária temporária por até 90 dias, contando a partir da alta médica, para garantir a total recuperação do quadro de broncopneumonia.
A situação de saúde debilitada do ex-presidente é clara, e acredita-se que, estando em casa com o conforto familiar, ele poderá evitar que seu quadro piora de forma significativa.
Nos bastidores do governo, cogita-se ainda que essa decisão de liberar Bolsonaro para prisão domiciliar possa ser um gesto do ministro Moraes para diminuir a tensão e os impactos negativos em sua imagem, especialmente diante dos recentes escândalos envolvendo o Banco Master.
Por outro lado, aliados do presidente Lula alertam que liberar Bolsonaro pode representar o retorno do ex-presidente ao convívio político e aumentar sua influência na campanha do senador Flavio Bolsonaro.
Bolsonaro foi preso em novembro do ano passado, antes do trânsito em julgado da sentença, por tentar romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar. Ele foi então levado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, começando a cumprir a pena. Em janeiro, foi transferido ao 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, dentro do Complexo da Papuda.
O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, após condenação por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Desde 13 de março, está internado no DF Star, em Brasília, hospitalizado por quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, ocorrido enquanto cumpria a pena na Papudinha.


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