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Economia

Alta nos combustíveis impulsionada por demanda e ICMS no início do ano

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Depois de um período estável em dezembro, os preços dos combustíveis aumentaram no início do ano, motivados pela elevação do ICMS sobre a gasolina e o diesel, além da sazonalidade no etanol. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 subiu 0,80%; a gasolina, 1,89%; e o etanol, 3,52%.

O diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, explicou que “o crescimento registrado em janeiro é resultado de uma recuperação gradual da demanda típica do início do ano, combinada com fatores regionais de oferta, principalmente para o etanol. A gasolina teve um aumento moderado, influenciado pelo reajuste do ICMS, enquanto o biocombustível sofreu maior pressão devido a reajustes mais acentuados em alguns estados”.

Ele também destacou que, embora a Petrobras tenha anunciado uma redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras, o aumento médio de 6,37% no ICMS prevaleceu, levando a um aumento final de aproximadamente 1,17% em relação a dezembro. Na prática, isso significa que, apesar da queda no preço de origem, o consumidor sentiu um leve aumento no valor nas bombas, mas com impacto reduzido no orçamento.

Em termos regionais, todas as áreas apresentaram elevação nos preços dos combustíveis em janeiro. O Nordeste teve o maior aumento no preço do etanol, 5,23%, com média de R$ 5,03. O Sudeste permaneceu como a região com o etanol mais em conta, mesmo com crescimento de 3,82%, atingindo média de R$ 4,62. O Norte continuou com o etanol mais caro, a R$ 5,30 (+1,73%).

Quanto à gasolina, o Sul registrou o maior acréscimo regional, 2,38%, alcançando preço médio de R$ 6,46. O Sudeste, apesar do aumento de 1,77%, manteve o valor mais baixo do país, com média de R$ 6,34. O Norte seguiu como a região com o preço mais elevado, R$ 6,83 (+0,59%).

Para o diesel comum, o Nordeste apresentou a maior alta, 1,61%, com preço médio de R$ 6,31. Já o Sul continuou com os preços mais baixos, mesmo após crescimento de 1,18%, atingindo média de R$ 6,01.

No caso do diesel S-10, o Sul também teve o menor preço médio do país, R$ 6,05 (+0,83%), enquanto o Norte permaneceu como a região mais cara, com média de R$ 6,62 (+0,46%). O Centro-Oeste e o Sudeste apresentaram aumentos semelhantes para ambos os combustíveis, indicando um padrão de reajustes moderados e distribuídos nacionalmente.

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