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Álvaro Porto pede retorno das refeições para estudantes de medicina da UPE

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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), anunciou na quinta-feira (29) que enviará uma solicitação ao governo para que volte a fornecer refeições aos alunos que realizam estágio obrigatório no Centro Universitário Integrado de Saúde Amaury de Medeiros da Universidade de Pernambuco (UPE).

De acordo com os estudantes, a decisão da UPE se baseia em uma determinação da Controladoria Geral do Estado e foi tomada sem consulta, retirando do corpo estudantil a última opção de alimentação gratuita no Complexo Hospitalar da UPE.

Essa medida afetou não apenas a permanência dos estudantes nas unidades hospitalares, mas também sua segurança alimentar.

Segundo o deputado, essa atitude pode dificultar a continuação do estágio para muitos estudantes, já que terão que arcar com altos custos de alimentação.

“Essa decisão exclui parte dos estudantes que cumprem estágio não remunerado, com carga média de 40 horas semanais, muitos dos quais não têm condições financeiras para cobrir essas despesas, além de custos como transporte e moradia, especialmente quem vem do interior”, frisou.

Álvaro Porto ressaltou que a decisão deve ser reconsiderada, pois ignora o esforço dos estudantes e suas famílias em busca de formação acadêmica, além de prejudicar seus sonhos e projetos de vida. Ele defende que a Assembleia discuta essa questão com representantes da UPE para garantir alimentação adequada e preservar a dignidade dos alunos.

Levantamentos indicam que o valor médio de uma refeição ao redor dos hospitais do Complexo Hospitalar da UPE é cerca de R$ 23,00, o que representa aproximadamente R$ 506,00 por mês — um valor incompatível com a realidade financeira da maioria dos beneficiários dos programas de assistência estudantil, que possuem renda média inferior a um salário mínimo e meio.

Em comunicado enviado às direções do Cisam, do Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Prof. Luiz Tavares, da Faculdade de Ciências Médicas, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e à Coordenação do curso de Medicina, o Diretório Acadêmico destacou que garantir alimentação aos internos é essencial para sua permanência nos hospitais.

O documento alertou que a suspensão do almoço agrava a insegurança alimentar, aumenta desigualdades internas e expõe os estudantes a jornadas exigentes sem condições adequadas para manter a saúde física e mental.

Como resposta ao corte das refeições e à falta de diálogo, os estudantes decidiram, em assembleia geral na quarta-feira (28), iniciar uma paralisação por tempo indeterminado a partir da meia-noite do dia 30 de janeiro. Suas reivindicações incluem a retomada imediata das alimentações, a criação de mecanismos legais pela Controladoria Geral do Estado para garantir as refeições dos estagiários e a apresentação de alternativas orçamentárias pelas direções das unidades enquanto a situação não for resolvida.

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