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Amor e Respeito Marcam a 11ª Edição do Bloco do Amor em Brasília

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O Bloco do Amor realizou sua 11ª edição neste Carnaval, atraindo milhares de participantes na área próxima à Biblioteca Nacional e ao Museu Nacional no centro de Brasília. Criado em 2015, o evento tem como objetivo promover o respeito, a diversidade e o afeto coletivo, ocupando os espaços públicos da cidade com manifestações político-poéticas coloridas e vibrantes.

O tema deste ano, ‘Sonhar é ato de existência’, destaca a importância do sonho e da alegria como formas de resistência e mudança social. Voltado principalmente para a comunidade LGBTQIAPN+, o Bloco do Amor é um espaço livre de preconceitos e assédios, oferecendo uma variedade de ritmos musicais como axé retrô, música eletrônica, pop, MPB e forró. A festa faz parte da Plataforma Monumental, que reúne diversos eventos durante quatro dias.

Letícia Helena, coordenadora geral do Bloco do Amor e produtora cultural formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), conta que o evento surgiu da necessidade de debater o amor na cidade e promover a representatividade. Iniciado de forma voluntária na Via S2 do Plano Piloto, o bloco cresceu e mudou para o espaço externo do Museu Nacional. Ao longo dos 11 anos, foi possível observar melhorias significativas na segurança, com protocolos para diversas situações. Em 2024, conforme a Secretaria de Segurança Pública, não houve registros de violência ou assédio contra mulheres.

Os foliões ressaltaram o ambiente acolhedor e seguro. O casal Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, definiu o bloco como um espaço do coração, dedicado à arte e à aceitação da comunidade LGBTQIAPN+, sem preconceitos. Ana Flávia ressaltou a importância de um carnaval revolucionário, pautado no respeito à nudez e à diversidade, sobretudo entre os jovens.

Clarisse Pontes, 22, bióloga e babá, participou pela primeira vez, buscando paz e diversão num ambiente de acolhimento. Alaska Ricarte, 23, estudante de design da UnB, escolheu uma fantasia que representa o mito de Dionísio e a bandeira bissexual, vendo o carnaval como momento de liberdade e autenticidade. Ele lamentou a resistência conservadora em Brasília, mas defendeu a importância de resistir para garantir o respeito e a aceitação numa cidade para todos.

Ana Luíza, 25, estudante, optou pelo bloco por sua atmosfera tranquila e respeito à liberdade, diferente de outras festas onde presenciou desrespeito contra mulheres. Ricardo Maurício, 41, acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, comentou sobre a educação familiar em diversidade, afirmando que a criança convive normalmente com casais gays e trans, aprendendo a valorizar as diferenças.

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