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Amorim apoia parceria com EUA contra facções respeitando soberania
Celso Amorim, assessor especial do Palácio do Planalto, declarou que o Brasil busca fortalecer a colaboração com os Estados Unidos para enfrentar o crime organizado, sempre respeitando a soberania nacional. A fala ocorreu durante um debate em Washington sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Quando questionado sobre se essa classificação poderia comprometer a soberania do Brasil, Amorim preferiu evitar uma análise conceitual.
“Não entrarei em discussões semânticas. Temos grande interesse em trabalhar com os Estados Unidos para combater o crime organizado, incluindo temas importantes como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Tudo isso sempre respeitando nossa soberania”, afirmou o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa dos governos Lula e Dilma Rousseff.
Apesar dos diferentes pontos de vista, Amorim acredita que há possibilidade de entendimento entre os dois países.
“Acredito que firmar um acordo seria positivo. Sou otimista, sem ser ingênuo”, comentou.
O assunto tem ganhado destaque na agenda bilateral recentemente, enquanto Brasília e Washington mantêm conversas diplomáticas sobre cooperação para combater o crime organizado transnacional. A hipótese de considerar as facções brasileiras como terroristas é vista com cautela pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No último domingo, o tema foi pauta em uma conversa telefônica entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O Brasil defende intensificar a cooperação em segurança, ao mesmo tempo em que reforça que organizações como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) são classificadas pela legislação brasileira como grupos criminosos voltados ao lucro, e não como organizações com motivações políticas ou ideológicas.
Dentro do governo brasileiro, acredita-se que parte da pressão em Washington para endurecer o combate às facções vem de um grupo político relacionado ao Departamento de Estado, que é visto em Brasília como alinhado à direita americana.
O Palácio do Planalto espera que esse tema seja tratado na reunião próxima entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. O governo brasileiro pretende usar o encontro para reforçar a proposta de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado.

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