Economia
ANP encerra contrato e PetroReconcavo tem 180 dias para desativar campo Juriti
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu, de forma unânime, cancelar a concessão da PetroReconcavo no campo Juriti, localizado na bacia do Recôncavo, Bahia. Conforme explicou a diretora e relatora do processo, Symone Araújo, a exploração no campo ocorreu em apenas um mês, mesmo com o prazo de 12 meses concedido para reinício da produção ou transferência dos direitos para outra operadora.
Em 2024, a ANP alertou a empresa para retomar a produção dentro de 12 meses ou transferir o ativo.
Faltando três dias para o término do prazo estabelecido pela agência, em setembro de 2025, a concessionária solicitou uma extensão de seis meses, afirmando interesse em continuar com o campo Juriti, segundo informações da relatora.
No último dia do prazo, a empresa informou que reiniciou a produção, mas em dezembro foi comunicada sobre a ausência de registro no boletim de produção e admitiu que houve uma falha na comunicação interna, sem retorno efetivo, detalhou a diretora durante a reunião na sexta-feira, 13.
O campo foi adquirido pela Reconcavo E&P, parte do grupo PetroReconcavo, durante a 6ª Rodada de Licitações da ANP, em 2024, e somente um poço foi perfurado. Segundo Araújo, no único mês de operação, a produção alcançou meia unidade de barril de petróleo e 0,026 metros cúbicos de gás natural.

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